Loja/Comércio - Graça - Lisboa - Casaiberia

Sonhar é de graça: Imagine que Bolsonaro consiga um acordo de total livre comércio com os EUA....

...e você poderá comprar diretamente de lojas online dos EUA, que será entregue aqui normalmente como se você tivesse comprado algo no Brasil. Importação de carros feitos nos EUA tá totalmente liberado também. Naturalmente os americanos também poderão fazer o mesmo com lojas brasileiras.
Para fins de simplificação, suponha que os correios foram privatizados e que as entregas vão funcionar normalmente.
Ao invés de pensar nas coisas que vamos exportar para eles, quais produtos ou coisas você mais tem interesse em trazer dos States?
submitted by SEI_LA_PORRA to brasilivre [link] [comments]

Portugal não precisa de flat taxes nem reduções do IRS. Portugal precisa de reduzir os impostos sobre as empresas (sobretudo IRC) e cortar nas gorduras do Estado.

Vejo certos "liberais" a agirem de uma forma análoga à do PCP e do BE.
Tal como esses partidos de esquerda defendem o aumento de rendimentos através da subida do salário mínimo, dos salários da função pública, e das pensões, estes liberais também defendem um aumento de rendimentos, aqui através da redução do IRS, nomeadamente com uma flat tax.
Os argumentos são muito parecidos.
Tal como PCP/BE tentam desvalorizar o custo dos seus aumentos de rendimentos, também estes "liberais" dizem "só custa 3 mil milhões" - como se um país com uma dívida pública gigante como a nossa se pudesse dar ao luxo de perder tais quantias.
Tal como PCP/BE usam argumentos populistas para justificar o custo das suas ideias - "houve dinheiro para os bancos, para as obras faraónicas, para x e y, logo também há dinheiro para isto", também estes "liberais" fazem o mesmo, usando exactamente os mesmos argumentos - argumentos que na realidade se traduzem em "se esbanjámos no passado, porque não esbanjarmos novamente no futuro?".
Tal como PCP/BE usam o consumo interno para tentar fazer-nos acreditar que as suas ideias iriam fazer crescer a economia e compensar os gastos, também os "liberais" fazem o mesmo.
O problema é que em países pequenos com mercados internos pequenos, como Portugal, o crescimento através do consumo interno não funciona. O crescimento é medíocre, as importações aumentam muito mais que a produção nacional, estimula o endividamento das famílias com créditos ao consumo, a maioria dos empregos criados são no comércio e serviços - sectores onde predomina o emprego precário, mal pago e pouco qualificado.
Estes liberais da flat tax ainda acrescentam mentiras para justificar a sua ideia.
A primeira é a de que os jovens qualificados saem do país para não pagarem tanto IRS. Um completo disparate: os jovens qualificados emigram porque em Portugal não têm emprego ou têm salários miseráveis (que pagam pouco ou nenhum IRS e que um aumento do consumo interno não iria alterar).
Quanto à minoria de portugueses que são bem pagos por mérito próprio, se emigram, raramente será pelo IRS, mas mais pelo facto de as empresas portuguesas não lhes permitem a auto-realização. Exemplo: um actor que queira fazer séries tem de emigrar, pois cá só fazemos telenovelas. Um cientista tem de emigrar, porque cá fazemos pouca investigação científica. Um programador que queira programar videojogos tem de emigrar, pois aqui não se faz jogos. Até um jogador de futebol tem de emigrar, pois os nossos clubes são uma nulidade nas competições europeias. Etc, etc, etc.
A outra mentira é que o IRS penaliza as empresas. As empresas estão-se cagando para o IRS. Quem paga o IRS é o trabalhador. As empresas simplesmente ajudam o Estado a cobrar o IRS, via retenção na fonte, mas se vocês preferirem, podíamos acabar com a retenção na fonte e as pessoas pagavam o IRS todo no ano seguinte (mas penso ser óbvio que isso poderia correr mal).
O que custa a pagar às empresas, e que se calhar não é evidente para os trabalhadores, são coisas como: - IVA; - A parte da TSU que compete à entidade patronal; - IRC; - Derramas; - Pagamento por conta / pagamento especial por conta; - Subsídio de alimentação; - Subsídio de férias; - Subsídio de natal; - Etc;
Se queremos que a economia cresça de modo a aumentar a receita fiscal e gerar empregos bem pagos, temos de atrair investimento directo estrangeiro, isto é, empresas estrangeiras que venham para Portugal produzir bens ou serviços que depois irão exportar para os seus clientes. O IRS não tem nada a ver com empresas e nada contribui para atrair investimento.
Temos de fazer como a Irlanda fez no passado, quando reduziu o IRC para 12,5% - à época a taxa mais baixa da Europa - o que lhe permitiu atrair investimento e crescer imenso, e graças a isso a Irlanda tem hoje um salário mínimo de 1600€.
Um verdadeiro Liberal deve defender a redução da carga fiscal sobre as empresas, bem como identificar as gorduras do Estado que devem ser cortadas de modo a equilibrar as contas do Estado (Será que precisamos de 308 autarquias? Será que precisamos de 3 mil e tal freguesias? Será que precisamos de não sei quantas comunidades intermunicipais? Será que precisamos de 2 polícias com funções iguais, PSP e GNR? Será que precisamos de tantos organismos, direcções-gerais, direcções-regionais, observatórios, fundações, institutos públicos, etc???).
submitted by dividendonacional to portugal [link] [comments]

Arrependimento de não ter pego o auxílio emergencial

Meu pai pediu pra pegar o auxílio já que estava desempregado, mas falei pra ele que o limite de renda por pessoa era tal valor, algo um pouco acima do que a gente têm, graças a minha mãe que ganha bem. Entretanto, agora ele tá aí trabalhando de Uber e se fodendo. Ele já trabalhou anos no ramo do comércio como vendedor, veio de origem humilde, paga imposto pra caralho e é isso. Fiquei nessa neura de que ele não precisava por conta do salário da mãe que passa um pouco do valor limite e agora me arrependo. Alguns vão falar "Ah, mas o auxílio é pra gente que necessita MESMO". Concordo, mas no Brasil isso não funciona. Gente que tem uma vida bem melhor que a nossa pegou, inclusive os filhos pegaram, mesmo morando com os pais. "Ah, mas você fez sua parte". Beleza, fiz minha parte, mas o que eu ganho com isso? Esse país me fode de tudo que é jeito. Me deu uma escola pública com o ensino horrível, sou obrigado a pagar imposto extremamente alto pra algo que não me da retorno, enfim. Sei lá, esse país não tem jeito, não sei porque ainda me importei com isso. Eu só devia ter pegado o que de certa forma é meu.
submitted by caxorroloko to desabafos [link] [comments]

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submitted by TURIMADMIN to u/TURIMADMIN [link] [comments]

Meu ponto de vista em favor a Renda Basica Universal.

Antes de tudo eu quero dizer (aparentemente tenho que dizer) que minhas opiniões, deduções e informacoes nao sao levadas como absolutistas por mim. Caso contrário eu não estaria perdendo tempo apresentando e conversando com pessoas com perspectivas diferentes e divergentes. Dito isso:
Enquanto a maioria dos apoiadores mais eloquente do capitalismo dizem que a Renda Básica é socialismo (ou seja, dizem ser contra), a sociedade sempre emergiu ao protocapitalismo, liberdade, conhecimento, democracia e desenvolvimento quando a riqueza foi distribuída "gratuitamente" à população.
Eu vou citar alguns exemplos que tenho e então vcs me corrigem se tiverem algo para enriquecer o debate.
A China, o maior império asiático no passado, era uma sociedade que desenvolveu grandes tecnologias para sua época, comércio, indústrias, arquitetura e uma de suas principais características era o fato de as pessoas receberem terra (e sementes quando havia desastres naturais). Obviamente o governo saia ganhando pq no lugar de deixar uma pessoa pobre, improdutiva pedindo esmolas na rua e provavelmente cometendo crimes, dando o acesso a terra a pessoa ou família não só passa a ser produtiva para a sociedade mas também paga impostos.
Agora, vamos para a Grécia:
"A maior objeção dos oponentes da Renda Básica Universal é com argumento que as pessoas são intrinsecamente preguiçosas e desonradas. Dizem que quando o dinheiro é distribuído de graça, todos ficam sentados e param de trabalhar até o colapso do sistema. [...] acontece que a Grécia Antiga é um exemplo fantástico do que acontece em uma sociedade que dotou seus membros de abundância e direito. [...]
No mundo pré-moderno de uma típica cidade-estado grega, a terra era o recurso mais importante, a chave para o sustento e a segurança. A maioria das cidades-estados gregas distribuiu terras para a população de maneira a apoiar o maior número possível de famílias independentes e autossustentáveis. A democracia ateniense, que se destacava por seus extensos programas sociais, fornecia subsídios para jogos, teatro e grãos para tornar a vida mais agradável e digna. Essa vida "agradável", no entanto, não gerou um bastião de indivíduos preguiçosos que estavam inclinados a fazer o mínimo possível.
Uma das características mais marcantes da Grécia antiga é o alto nível de ação voluntária e auto-organizada. A típica cidade-estado grega não mantinha um exército ou burocracia profissional. Os cidadãos, além de administrar os assuntos locais em suas aldeias e bairros, também lutaram em batalhas e administraram o governo sem incentivo financeiro ou desespero (o pagamento de subsídios para hoplites e jurados foi introduzido em Atenas apenas para aumentar a participação dos pobres). Em Atenas, onde as pessoas tinham muita liberdade para fazer o que desejavam, a filosofia e as artes floresceram, deixando-nos uma coleção inestimável dos clássicos. De fato, temos boas evidências de um velho em particular que passava muitos dias conversando com amigos e transeuntes, em vez de provar seu valor trabalhando duro e incessantemente em seu trabalho. Caso você queira saber o nome desse "parasita", era Sócrates.
Sob um sistema que reduzia a escassez e a concorrência e aumentava a abundância e o lazer, os gregos não se tornavam apáticos e ambiciosos. Pelo contrário, nenhuma outra pessoa era tão competitiva e gostava de excelência quanto os gregos. A diferença é que, uma vez que não precisavam mais se preocupar com as necessidades básicas, canalizavam a maior parte de sua energia em competições de atletismo, criatividade e serviço público. Essas competições agonísticas de atividades não materiais enriquecem e reúnem a comunidade em vez de estabelecer "perdedores" para punição ".
https://economic-historian.com/2019/04/the-time-for-universal-basic-income-has-come/
Uma coisa que falta na citação acima é a questão da sociedade grega (pelo menos entre as famílias mais ricas) eram os escravos que faziam o trabalho quem não queriam fazer, e esse eh um dos principais motivos dos cidadãos terem tanto tempo sobrando. Mas eu volto a essa questão mais a frente.
Iluminismo e desenvolvimento do capitalismo ocidental.
A principal característica do desenvolvimento da sociedade capitalista após a Idade Média foi a emancipação dos camponeses. Note: onde eles emanciparam primeiro é onde a democracia e o capitalismo se desenvolveram primeiro e mais mais rápido.
E uma das principais características da emancipação dos camponeses na Europa Ocidental era o fato de poderem manter a terra para si onde sua família trabalha há gerações (e pertenciam antes a um proprietário feudal). As terras que antes tinham que ser protegida pelos seus proprietários e que por isso mantinham um exército privado, agora passa a ser protegido pela Nação-estado e seu exército/polícia, permitindo que pequenos e médios agricultores emancipados tivessem suas terras seguras. (Ver Origens do Totalitarismo por Hannah Arendt).
Na Europa Oriental, os camponeses não mantinham a terra para si mesmos e foram emancipados muito mais tarde; assim, a democracia e o capitalismo também se desenvolveram mais tarde e os antigos senhores feudais se tornaram os poderosos políticos no Estado-Nação. (O que eu suponho que tenha algumas semelhanças com o que aconteceu no Brasil).
A era colonial
É muito clara a diferença de desenvolvimento social, político e econômico entre os países onde a terra foi distribuída às famílias (como nos EUA, Austrália e no Canadá), comparado com onde enormes quantidades de terras foram dada a alguns amigos do Rei e ao restante da população (a maioria) eram trabalhadores sem terra própria (como nas colônias espanhola e portuguesa).
Hoje em dia
Regiões na América do Sul, onde houve certa distribuição de terras para a população no passado (especialmente para os pobres), são as regiões onde tendeu um melhor desenvolvimento político, social e econômico.
Adivinhe quais são as principais características de um declínio da sociedade? O que causou o declínio da sociedade grega, chinesa, romana e o que aparentemente está causando as crises sócio-político-econômico de hoje é a concentração de riqueza nas mãos de poucos, sem o acesso da população a tais. Basta olhar para a Idade Média, onde a população teve que trabalhar na terra de poderosos proprietários. Ou hoje nos países pobres e em desenvolvimento em que a maioria da população mal beira a classe média. E mesmo nos países desenvolvidos hoje em que os salários estão estagnados a aproximadamente 40 anos.
Eu falei antes que eu iria voltar a questão da escravidão que estava engrenada na característica social, cultural e econômica da Grécia e Roma. Ao meu ver, da mesma forma que a consolidação da doutrina do trabalho (ver a Ética protestante e o Espírito do Capitalismo de Max Weber) foi uma as coisas mais importante para abolir a escravidão, eu suponho que a automação propicia a abolição da doutrina do trabalho, pq ambos nao tem como se desenvolverem juntos a não ser com pesados subsídios industriais e agrícolas junto com o dumping comercial para manter empregos, como acontece nos países desenvolvidos. Entao pq nao acabar com a doutrina do trabalho e parar de injetar dinheiro a empresas para produzirem além de uma demanda existente, o que faz com que governos tenham que criar demandas artificialmente com mais dinheiro a ser investido em projetos de especulação urbana desnecessária, além de dumping comercial que prejudica imensamente os países mais pobres, e simplesmente coloca esse dinheiro diretamente na mão dos cidadãos, para criar uma demanda real e uma produção real a uma demanda (o que muito provavelmente acabará ou amenizar as bolhas e crises econômicas que vem sendo tão frequente, e os conflitos entre nações para ganhar o mercado um do outro para dumping comercial.
"Fascinante como definimos independência como sendo fazer coisas para outra pessoa por dinheiro. Contanto que possamos encontrar alguém para nos pagar, somos auto-suficientes. Isso é na verdade uma dependência de outras pessoas. Todos dependemos de clientes de alguma forma. Clientes são os verdadeiros criadores de emprego e a Renda Universal os criaria.
Quando você trabalha por conta própria ou é dono de seu próprio negócio, o que vc se importa é os clientes e o que você não liga é a origem do dinheiro deles. Ninguém pergunta se seus clientes "trabalharam" pelo dinheiro antes de aceitá-lo. O que importa é que eles têm dinheiro para serem clientes. " Twitter @scottsatens
Eu penso que as pessoas com uma renda básica vai continuar trabalhando. Seja para ajudar a sua comunidade tal como foi por muito tempo a cultura americana, em que os cidadãos do bairro ajudam a reformar a escola, a igreja, a biblioteca e prezam pelo trabalho voluntário. E mesmo hoje, durante a quarentena, tem pais dando aulas as crianças de seus vizinhos no quintal, como forma de trabalho social voluntário, e essa eh a verdadeira raiz patriótica Americana que muitos brasileiros que batem continência a bandeira Americana não carregam como princípio, pq nos países em que o auto determinismo foi mais limitado à população pela falta de acesso à riqueza (terras), ser servido e não servir passou a ser o simbólico do sucesso.
Mas o que eu quero dizer com tudo isso, é que as pessoas tendo a opção de nao servir e escolher a quem servir, buscando as melhores condições de trabalho e sentido em seu trabalho, que passa a ser não o dinheiro para sobreviver mas sim ao trabalho procreativo social, empresas em geral terão que oferecer as melhores condições ou serão obrigadas a investir em automação o quanto possível. E eu vejo isso como positivo.
Portanto, dar dinheiro de graça, como era a terra no passado, é o que desenvolve uma sociedade com melhor cultura política, economia, melhor participação social e melhor capitalismo.
Eu nao ligo qual sistema econômico vivemos desde que o sistema consiga se adaptar a simbiose social e tecnológica, ao invés de estagnar tal sociedade por falta de capacidade adaptativa. Até mesmo pq todo sistema cai naturalmente quando não se adapta a sociedade que está sempre em constante transformação.
Eu penso que eh por isso mesmo mais e mais pessoas que defendem o capitalismo estão começando a defender a implementação da Renda básica Universal (veja o Andrew Jang por exemplo). Pq sabem que não podemos fingir que ainda estamos no século XX em um sistema estagnado que só causará decadência e colapso social. E penso que muita gente se torna conservadora com medo que tais mudancas levem a outro sistema (ou para ser mais espeficico, com medo e acresitando que mudancas irao levar ao socialismo/comunismo).
Observacao: Como sempre e mais uma vez, estou apresentando a minha perspectiva para obter as observações que possam corrigir ou agregar algo, para melhor entender as coisas e as pessoas. E como sempre eu sei que tem muita gente que ficará ofendida e estressada por discordar de algo. Então antes de responder no impulso emotivo com ad hominem e ofensas, talvez ganhem o conforto emocional do apoio de alguns, mas a mim e a discussão tais atitudes tóxicas apenas servem para empobrecer o ambiente e confirmar o despreparo em lidar com as próprias frustrações.
submitted by ThorDansLaCroix to brasil [link] [comments]

Minha perspectiva em favor a Renda Basica Universal.

Antes de tudo eu quero dizer (aparentemente tenho que dizer) que minhas opiniões, deduções e informacoes nao sao levadas como absolutistas por mim. Caso contrário eu não estaria perdendo tempo apresentando e conversando com pessoas com perspectivas diferentes e divergentes. Dito isso:
Enquanto a maioria dos apoiadores mais eloquente do capitalismo dizem que a Renda Básica é socialismo (ou seja, dizem ser contra), a sociedade sempre emergiu ao protocapitalismo, liberdade, conhecimento, democracia e desenvolvimento quando a riqueza foi distribuída "gratuitamente" à população.
Eu vou citar alguns exemplos que tenho e então vcs me corrigem se tiverem algo para enriquecer o debate.
A China, o maior império asiático no passado, era uma sociedade que desenvolveu grandes tecnologias para sua época, comércio, indústrias, arquitetura e uma de suas principais características era o fato de as pessoas receberem terra (e sementes quando havia desastres naturais). Obviamente o governo saia ganhando pq no lugar de deixar uma pessoa pobre, improdutiva pedindo esmolas na rua e provavelmente cometendo crimes, dando o acesso a terra a pessoa ou família não só passa a ser produtiva para a sociedade mas também paga impostos.
Agora, vamos para a Grécia:
"A maior objeção dos oponentes da Renda Básica Universal é com argumento que as pessoas são intrinsecamente preguiçosas e desonradas. Dizem que quando o dinheiro é distribuído de graça, todos ficam sentados e param de trabalhar até o colapso do sistema. [...] acontece que a Grécia Antiga é um exemplo fantástico do que acontece em uma sociedade que dotou seus membros de abundância e direito. [...]
No mundo pré-moderno de uma típica cidade-estado grega, a terra era o recurso mais importante, a chave para o sustento e a segurança. A maioria das cidades-estados gregas distribuiu terras para a população de maneira a apoiar o maior número possível de famílias independentes e autossustentáveis. A democracia ateniense, que se destacava por seus extensos programas sociais, fornecia subsídios para jogos, teatro e grãos para tornar a vida mais agradável e digna. Essa vida "agradável", no entanto, não gerou um bastião de indivíduos preguiçosos que estavam inclinados a fazer o mínimo possível.
Uma das características mais marcantes da Grécia antiga é o alto nível de ação voluntária e auto-organizada. A típica cidade-estado grega não mantinha um exército ou burocracia profissional. Os cidadãos, além de administrar os assuntos locais em suas aldeias e bairros, também lutaram em batalhas e administraram o governo sem incentivo financeiro ou desespero (o pagamento de subsídios para hoplites e jurados foi introduzido em Atenas apenas para aumentar a participação dos pobres). Em Atenas, onde as pessoas tinham muita liberdade para fazer o que desejavam, a filosofia e as artes floresceram, deixando-nos uma coleção inestimável dos clássicos. De fato, temos boas evidências de um velho em particular que passava muitos dias conversando com amigos e transeuntes, em vez de provar seu valor trabalhando duro e incessantemente em seu trabalho. Caso você queira saber o nome desse "parasita", era Sócrates.
Sob um sistema que reduzia a escassez e a concorrência e aumentava a abundância e o lazer, os gregos não se tornavam apáticos e ambiciosos. Pelo contrário, nenhuma outra pessoa era tão competitiva e gostava de excelência quanto os gregos. A diferença é que, uma vez que não precisavam mais se preocupar com as necessidades básicas, canalizavam a maior parte de sua energia em competições de atletismo, criatividade e serviço público. Essas competições agonísticas de atividades não materiais enriquecem e reúnem a comunidade em vez de estabelecer "perdedores" para punição ".
https://economic-historian.com/2019/04/the-time-for-universal-basic-income-has-come/
Uma coisa que falta na citação acima é a questão da sociedade grega (pelo menos entre as famílias mais ricas) eram os escravos que faziam o trabalho quem não queriam fazer, e esse eh um dos principais motivos dos cidadãos terem tanto tempo sobrando. Mas eu volto a essa questão mais a frente.
Iluminismo e desenvolvimento do capitalismo ocidental.
A principal característica do desenvolvimento da sociedade capitalista após a Idade Média foi a emancipação dos camponeses. Note: onde eles emanciparam primeiro é onde a democracia e o capitalismo se desenvolveram primeiro e mais mais rápido.
E uma das principais características da emancipação dos camponeses na Europa Ocidental era o fato de poderem manter a terra para si onde sua família trabalha há gerações (e pertenciam antes a um proprietário feudal). As terras que antes tinham que ser protegida pelos seus proprietários e que por isso mantinham um exército privado, agora passa a ser protegido pela Nação-estado e seu exército/polícia, permitindo que pequenos e médios agricultores emancipados tivessem suas terras seguras. (Ver Origens do Totalitarismo por Hannah Arendt).
Na Europa Oriental, os camponeses não mantinham a terra para si mesmos e foram emancipados muito mais tarde; assim, a democracia e o capitalismo também se desenvolveram mais tarde e os antigos senhores feudais se tornaram os poderosos políticos no Estado-Nação. (O que eu suponho que tenha algumas semelhanças com o que aconteceu no Brasil).
A era colonial
É muito clara a diferença de desenvolvimento social, político e econômico entre os países onde a terra foi distribuída às famílias (como nos EUA, Austrália e no Canadá), comparado com onde enormes quantidades de terras foram dada a alguns amigos do Rei e ao restante da população (a maioria) eram trabalhadores sem terra própria (como nas colônias espanhola e portuguesa).
Hoje em dia
Regiões na América do Sul, onde houve certa distribuição de terras para a população no passado (especialmente para os pobres), são as regiões onde tendeu um melhor desenvolvimento político, social e econômico.
Adivinhe quais são as principais características de um declínio da sociedade? O que causou o declínio da sociedade grega, chinesa, romana e o que aparentemente está causando as crises sócio-político-econômico de hoje é a concentração de riqueza nas mãos de poucos, sem o acesso da população a tais. Basta olhar para a Idade Média, onde a população teve que trabalhar na terra de poderosos proprietários. Ou hoje nos países pobres e em desenvolvimento em que a maioria da população mal beira a classe média. E mesmo nos países desenvolvidos hoje em que os salários estão estagnados a aproximadamente 40 anos.
Eu falei antes que eu iria voltar a questão da escravidão que estava engrenada na característica social, cultural e econômica da Grécia e Roma. Ao meu ver, da mesma forma que a consolidação da doutrina do trabalho (ver a Ética protestante e o Espírito do Capitalismo de Max Weber) foi uma as coisas mais importante para abolir a escravidão, eu suponho que a automação propicia a abolição da doutrina do trabalho, pq ambos nao tem como se desenvolverem juntos a não ser com pesados subsídios industriais e agrícolas junto com o dumping comercial para manter empregos, como acontece nos países desenvolvidos. Entao pq nao acabar com a doutrina do trabalho e parar de injetar dinheiro a empresas para produzirem além de uma demanda existente, o que faz com que governos tenham que criar demandas artificialmente com mais dinheiro a ser investido em projetos de especulação urbana desnecessária, além de dumping comercial que prejudica imensamente os países mais pobres, e simplesmente coloca esse dinheiro diretamente na mão dos cidadãos, para criar uma demanda real e uma produção real a uma demanda (o que muito provavelmente acabará ou amenizar as bolhas e crises econômicas que vem sendo tão frequente, e os conflitos entre nações para ganhar o mercado um do outro para dumping comercial.
"Fascinante como definimos independência como sendo fazer coisas para outra pessoa por dinheiro. Contanto que possamos encontrar alguém para nos pagar, somos auto-suficientes. Isso é na verdade uma dependência de outras pessoas. Todos dependemos de clientes de alguma forma. Clientes são os verdadeiros criadores de emprego e a Renda Universal os criaria.
Quando você trabalha por conta própria ou é dono de seu próprio negócio, o que vc se importa é os clientes e o que você não liga é a origem do dinheiro deles. Ninguém pergunta se seus clientes "trabalharam" pelo dinheiro antes de aceitá-lo. O que importa é que eles têm dinheiro para serem clientes. " Twitter @scottsatens
Eu penso que as pessoas com uma renda básica vai continuar trabalhando. Seja para ajudar a sua comunidade tal como foi por muito tempo a cultura americana, em que os cidadãos do bairro ajudam a reformar a escola, a igreja, a biblioteca e prezam pelo trabalho voluntário. E mesmo hoje, durante a quarentena, tem pais dando aulas as crianças de seus vizinhos no quintal, como forma de trabalho social voluntário, e essa eh a verdadeira raiz patriótica Americana que muitos brasileiros que batem continência a bandeira Americana não carregam como princípio, pq nos países em que o auto determinismo foi mais limitado à população pela falta de acesso à riqueza (terras), ser servido e não servir passou a ser o simbólico do sucesso.
Mas o que eu quero dizer com tudo isso, é que as pessoas tendo a opção de nao servir e escolher a quem servir, buscando as melhores condições de trabalho e sentido em seu trabalho, que passa a ser não o dinheiro para sobreviver mas sim ao trabalho procreativo social, empresas em geral terão que oferecer as melhores condições ou serão obrigadas a investir em automação o quanto possível. E eu vejo isso como positivo.
Portanto, dar dinheiro de graça, como era a terra no passado, é o que desenvolve uma sociedade com melhor cultura política, economia, melhor participação social e melhor capitalismo.
Eu nao ligo qual sistema econômico vivemos desde que o sistema consiga se adaptar a simbiose social e tecnológica, ao invés de estagnar tal sociedade por falta de capacidade adaptativa. Até mesmo pq todo sistema cai naturalmente quando não se adapta a sociedade que está sempre em constante transformação.
Eu penso que eh por isso mesmo mais e mais pessoas que defendem o capitalismo estão começando a defender a implementação da Renda básica Universal (veja o Andrew Jang por exemplo). Pq sabem que não podemos fingir que ainda estamos no século XX em um sistema estagnado que só causará decadência e colapso social. E penso que muita gente se torna conservadora com medo que tais mudancas levem a outro sistema (ou para ser mais espeficico, com medo e acresitando que mudancas irao levar ao socialismo/comunismo).
Observacao: Como sempre e mais uma vez, estou apresentando a minha perspectiva para obter as observações que possam corrigir ou agregar algo, para melhor entender as coisas e as pessoas. E como sempre eu sei que tem muita gente que ficará ofendida e estressada por discordar de algo. Então antes de responder no impulso emotivo com ad hominem e ofensas, talvez ganhem o conforto emocional do apoio de alguns, mas a mim e a discussão tais atitudes tóxicas apenas servem para empobrecer o ambiente e confirmar o despreparo em lidar com as próprias frustrações.
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A minoria negacionista e a classe dos que "não negam" no Brasil

A minoria negacionista e a classe dos que
Queria afirmar uma discordância aqui com Leonardo Sakamoto, que fala que o enfraquecimento das políticas de flexibilização tem a ver com menor apoio popular às medidas. Ele argumenta que
Pesquisa Ibope/Rede Nossa São Paulo mostrou que a parcela da população que considerava inadequadas as medidas do prefeito Bruno Covas quanto à pandemia foi de 20% para 35% entre abril e maio. Já os números do governador Joao Doria foram de 21% para 36%. E, para ambos, a quantidade dos que consideram as medidas adequadas foi de 68% para 51%. Os dois, que haviam peitado as posições terraplanistas de Bolsonaro quanto à covid-19, perderam respaldo, como era de se esperar em uma sociedade cansada. Coincidentemente, a quarentena na Grande São Paulo foi flexibilizada.
Isso não foi por enfraquecimento do apoio à quarentena na própria sociedade. O apoio ao lockdown e a quarentena, como pretendo demonstrar , permanece sólido. Esses políticos perderam apoio - assim como Mandetta - por a aplicarem de forma vacilant, por sabotagem interna, passividade voluntária do alto escalão e passividade imposta aos populares. Mas cansaço, não há. Ninguém cansa de ficar vivo. O que cansa é correr riscos desnecessários pra preservar política que tá se preservando. Mas a postura da maioria, em especial a mais pobre, é e deve ser essa aqui até o final:
https://preview.redd.it/60626ljz1a551.png?width=680&format=png&auto=webp&s=8bb304c8fbfcb19e17634e0eed7fdc06a00065c5
Quem nega?
‘As pessoas dizem com orgulho que não se cuidam’, diz funcionária da Ceasa do Rio de Janeiro. . “Me chamaram de idiota, escrota sem graça, palhaça, que estava parecendo a tiazinha, uma médica sensual, além dos assédios, super normais de acontecer lá dentro”.
“A comissão de controle hospitalar da unidade está reforçando todas as orientações e protocolos. Todos os profissionais que estiveram na unidade durante o período que o bebê permanece no hospital estão sendo monitorados”, diz a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Materno Infantil sobre um caso que virou notícia do Hospital Materno Infantil, Setor Oeste em 4 de junho de 2020.
Em Santos, litoral paulista, um homem conseguiu na Justiça contra o prefeito da cidade o direito de não usar máscaras em vias públicas. A decisão valia apenas para o homem, individualmente. Ele teve sua identidade preservada pelos meios de comunicação. Uma semana, depois, a liminar foi suspensa e o cidadão anônimo teve que seguir a obrigação dos demais cidadãos de usar a mascara pra preservar a saúde pública.
Mas quem foi contra e a favor?
Seriam os pobres, os ignorantes?
No início da pandemia, nas favelas, 96% dos entrevistados pelo Estadão eram a favor da quarentena, mas sentiam que o governo não estava realizando ações eficazes para ajudar os mais pobres. Sabemos que o Estadão não é nenhum romantizador do morador de favela. Era uma avaliação realista compartilhada por gente demais pra ser ignorada.
Quase um mês depois, com a renda achatada e passando dificuldade, ainda sólidos 70% eram pró quarentena e defendiam uma política de doações pra garantir que não houve uma fome massiva na favela.
Na população em geral, os dados eram menos impressionantes, mas ainda assim eram sólidos. 76% da população em geral era a favor do isolamentode verdade, não aquele defendido pelo governo Bolsonaro. Com fechamento de comércio e tudo. No nordeste era mais de 80%, no sul chegava a 70%. Mas sempre a maioria.
Quanto menor a renda....maior a porcentagem. Entre quem ganhava até dois salários minímos tinha mais gente a favor de fechar o comércio do que entre quem ganhava mais de dois salários minímos.
Os contrários à quarentena de verdade e mesmo ao lockdown constituíam minoria muito pequena na nossa sociedade. Entre os mais pobres, eram minoria ainda menor.
O sujeito que era contra a quarentena era o tipo que entrou na justiça pra não usar máscara e depois perdeu. Um perdedor isolado.
O que aconteceu ? E hoje?
As pessoas que querem negar a pandemia são poucas, mas não qualquer uma. São Luciano Hang, são um sujeito que consegue manter o anonimato em qualquer meio de comunicação apesar de praticar escândalo, são o presidente da república. Como é possível que essa maioria avassaladora da opinião pública tenha sido ignorada e hoje o Brasil esteja no epicento mundial da pandemia? Três palavras: Sabotagem, assédio e passividade.
A minoria negacionista é pouca, mas não é qualquer uma. Institucionalmente ela é capaz de impedir a ação eficaz de combate a doença, como reportagem da Reuters comprovou a respeito de Bolsonaro ter desmontado a ação do Ministério da Saúde . Como Bolsonaro, existem muitos menores, mas grandes regionalmente, localmente, micro-espacialmente. Entram com ações na justiça, desfazem planos, atrasam. Têm impacto. Demora pra refazer o que desfazem.
A minoria negacionista fala e é mais ouvida. Levantamento da Cambridge e FGV indicam que, após falas de Bolsonaro, o isolamento social diminuiu significativamente em várias cidades que, apesar de terem votado nele, eram a favor da quarentena. Enquanto uma pessoa em Santos inteira lutava pelo direito (e arrancava manchetes) por não querer usar mascara, outra anônima questionava: “vou sobreviver?".

A maioria está passiva. Sem garantias e expostos, é difícil ter tempo e disposição pra disputar opinião e política. As vítimas do assédio moral também durante a pandemia costumam ser as habituais: as mulheres, os negros, os empregados “inferiores”, os subordinados. A questão não é que as pessoa “não se cuidam”. É que estão expostas a quem é contra o cuidado. E não podem se defender. Não basta falar que “protocolos estão sendo seguidos”. É preciso fazer com que a maioria possa ser ativa, possa denunciar, possa se defender.
Ainda somos maioria, mas precisamos defender a maioria. Diminuímos de quase 80% pra 60%, de acordo com a Datafolha. O que nos divide não é o voto em Bolsonaro. É outra coisa: é o respeito uns aos outros, a morte do outro e a garantia das nossas vidas.
O que nos divide é o que divide o pai lutando pelo respeito ao seu luto e o outro que quer chutar a sua cruz.
Precisamos afirmar em alto e bom som a este pai: estamos com você. Antes que seja tarde. Não podemos trair essa coragem.
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Crescimento das Empresas De Comércio Eletrônico em 2020

Crescimento das Empresas De Comércio Eletrônico em 2020

Avanços Tecnológicos Que Capacitam As Empresas De Comércio Eletrônico em 2020

Quando estamos pensando na velocidade com o que acontecem os avanços tecnológicos e como eles tiveram um enorme impacto no mundo do comércio eletrônico (ECOMMERCE), transformando a maneira como os consumidores se conectam com as marcas e capacitando-os a comprar de maneira mais econômica. Impulsionado pela conveniência de entregar produtos à sua porta, o comércio eletrônico tornou-se parte integrante da vida cotidiana.

Muito mais Além do que o Plano Business, competitivo e uma força de trabalho qualificada, espera-se que as organizações de comércio eletrônico se mantenham atualizadas com as tecnologias mais recentes. Esses avanços tecnológicos permitiram que as pessoas atendessem às suas necessidades de compras com facilidade e, como resultado, o setor de comércio eletrônico continua a crescer cada vez mais.

As compras pela Web está mais rápido do que nunca e os clientes podem obter qualquer coisa com o clique de um botão, tudo graças à mais recente tecnologia disponível . Agora, os clientes podem acompanhar seus pedidos, encontrar as melhores ofertas e muito mais. Com todo esse progresso, novas oportunidades de negócios estão surgindo inevitavelmente.

Neste post, discutiremos alguns desses avanços e suas implicações para impulsionar o sucesso do comércio eletrônico.

https://fonds.com.b2020/02/10/crescimento-das-empresas-de-comercio-eletronico-em-2020/
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Sinto falta de um amigo da escola

Bem pra começar eu moro no interior de uma cidade, tipo um bairro só que bem isolado, com casas simples e pessoas simples, com o próprio comércio e etc, aqui não é asfaltado, mas pelo menos temos energia elétrica e wi-fi. As pessoas daqui, vão pra cidade grande às vezes por que é lá que tem "as paradas" tipo supermecado, cinema, trabalho e etc... Quando eu tinha uns 6 anos, eu fui estudar em uma escola naquela cidade, foi porque a escola em que fui estudar tem um negócio de que funcionários podem deixar os filhos estudarem lá de graça, a minha mãe teve que mentir que sou o filho do meu padrasto para eu estudar lá kkkkk. A escola era muito boa, era pública mas parecia particular sei lá era estranho, mas concerteza melhor do que a eu estou hoje :/. Agora sobre o amigo, eu conheci ele no segundo ano(vou chamá-lo de EJ) eu e meu outro amigo da época(que vou chamar de jojofag)Viviam zoando o coitado meio que coisa de criança sabe? Mas ele nunca se incomodou de qualquer forma, o EJ gostava muito de Ben10 e vivia desenhando histórias em quadrinhos bem toscas sobre esse desenho, como criança eu achava aquilo impressionante mas aquilo não era nada perto do que ia vir depois. Depois lá pro começo do sexto ano eu e o jojofag brigamos, o motivo? Ele vivia jogando futebol com os novos amigos dele e deixou de conversar comigo, meio que ele era o único amigo meu na época e eu não aceitei isso, fiquei uns recreios sem conversar com ninguém até o EJ aparecer, ele começou a conversar sobre pokémon comigo(que eu adorava na época) e ficamos por assim todo recreio a gente conversava. Lembra que ele desenhava? Pois é, os desenhos dele estavam muito melhores em comparação ao de antes, eu não tô falando de você pegar um personagem do google e tirar cópia, ele desenhava os OCs muito bons nível de artista de twitter tá ligado era muito daora. EJ começou a andar com uns amigos novos que também desenhavam, diferente da vez com o jojofag eu aceitei, e embora a gente não se encontrasse mais no recreio, a gente se via na aula e ele vivia mostrando os desenhos dele, naquela época ele era muito fã de Steven universo e ele vivia falando disso. Em uma dessas conversas, ele disse que queria criar um desenho sobre super heróis e dizia que o desenho dele iria "quebrar paradigmas" mas em umas semanas depois ele substitiu a ideia por outra de criaturas mitólogicas, ele vivia mostrando os personagens dele como elfos, sátiros e medusas, ele desenhava pra caralho. Eu uma outra conversa em específico eu disse a ele que ele era o meu melhor amigo, por que além de ser o único amigo bom que eu tive, ele me compreendia mais do que minha mãe e a reação dele foi um "obrigado". Ok, agora chega o sétimo ano, o EJ passava mais o tempo dele com os desenhistas do que comigo, mas ele ainda mostrava os desenhos dele então tava de boa, mas infelizmente escola iria fechar por causa de umas decisões do prefeito, foi chato e os últimos dias de aula foram muito conturbados. Eu disse pro EJ "Pô, a gente não pode perder o contato" e ele disse "Não, é só eu usar o número de whatsapp que tu me mandou há algumas semanas" mas o número que mandei pra ele foi um número antigo de um chip queimado, naquela época eu tava sem celular e o meu ia chegar bem depois. O penúltimo dia de aula foi somente a professora de educação física entregando as provas e só, entramos e saímos praticamente, mas como eu moro longe não foi prático por que tenho que esperar a moto, a minha mãe disse "Menino, melhor não ir sexta porque vai ser a mesma coisa" como filho eu aceitei mas ela estava muito enganada, sexta foi realmente o último dia de aula, com festinha e tudo, e eu faltei. Segunda eu fui pra escola, mas ela estava vazia e o professor de ciências disse que era apenas pros alunos de recuperação, voltei pra casa muito puto. A partir daí eu vivi minha vida, fui pra outra escola e demorei pra me adptar e digamos que a vida seguiu. Mas aí que tá, pode soar meio gay mas eu vivo sonhando com EJ, meus sonhos geralmente são muito sem pé nem cabeça mas os sonhos com ele são diferente por que eles fazem sentido, vão desde de nós subindo a arquibancada do ginásio ou eu recomendando um anime pra ele. Eu sinto falta dele, não faço a menor ideia de onde ele mora, as únicas informações que tenho dele é que ele assistia drawn mask, viu um vídeo do gemaplys e usava amino e instagram, eu podia achar ele de volta por essas redes socias mais a chance de ele usar outro nick é bem grande e tals. Quero muito ver como os desenhos dele estão hoje.
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A minoria negacionista e a classe dos que "não negam" no Brasil

A minoria negacionista e a classe dos que
A maioria do Brasil acredita na pandemia e acredita na quarentena. É um fato. Estamos sendo sabotados por uma minoria bem localizada institucionalmente. Vou tentar explicar porque acho isso.
Queria afirmar uma discordância aqui com Leonardo Sakamoto, que fala que o enfraquecimento das políticas de flexibilização tem a ver com menor apoio popular às medidas. Ele argumenta que
Pesquisa Ibope/Rede Nossa São Paulo mostrou que a parcela da população que considerava inadequadas as medidas do prefeito Bruno Covas quanto à pandemia foi de 20% para 35% entre abril e maio. Já os números do governador Joao Doria foram de 21% para 36%. E, para ambos, a quantidade dos que consideram as medidas adequadas foi de 68% para 51%. Os dois, que haviam peitado as posições terraplanistas de Bolsonaro quanto à covid-19, perderam respaldo, como era de se esperar em uma sociedade cansada. Coincidentemente, a quarentena na Grande São Paulo foi flexibilizada.
Isso não foi por enfraquecimento do apoio à quarentena na própria sociedade. O apoio ao lockdown e a quarentena, como pretendo demonstrar , permanece sólido. Esses políticos perderam apoio - assim como Mandetta - por a aplicarem de forma vacilant, por sabotagem interna, passividade voluntária do alto escalão e passividade imposta aos populares. Mas cansaço, não há. Ninguém cansa de ficar vivo. O que cansa é correr riscos desnecessários pra preservar política que tá se preservando. Mas a postura da maioria, em especial a mais pobre, é e deve ser essa aqui até o final:

https://preview.redd.it/7qucoqb85a551.png?width=680&format=png&auto=webp&s=8defc71d776cccef065e4007718de78780ac3793
Quem nega?
‘As pessoas dizem com orgulho que não se cuidam’, diz funcionária da Ceasa do Rio de Janeiro. . “Me chamaram de idiota, escrota sem graça, palhaça, que estava parecendo a tiazinha, uma médica sensual, além dos assédios, super normais de acontecer lá dentro”.
“A comissão de controle hospitalar da unidade está reforçando todas as orientações e protocolos. Todos os profissionais que estiveram na unidade durante o período que o bebê permanece no hospital estão sendo monitorados”, diz a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Materno Infantil sobre um caso que virou notícia do Hospital Materno Infantil, Setor Oeste em 4 de junho de 2020.
Em Santos, litoral paulista, um homem conseguiu na Justiça contra o prefeito da cidade o direito de não usar máscaras em vias públicas. A decisão valia apenas para o homem, individualmente. Ele teve sua identidade preservada pelos meios de comunicação. Uma semana, depois, a liminar foi suspensa e o cidadão anônimo teve que seguir a obrigação dos demais cidadãos de usar a mascara pra preservar a saúde pública.
Mas quem foi contra e a favor?
Seriam os pobres os "ignorantes"?
No início da pandemia, nas favelas, 96% dos entrevistados pelo Estadão eram a favor da quarentena, mas sentiam que o governo não estava realizando ações eficazes para ajudar os mais pobres. Sabemos que o Estadão não é nenhum romantizador do morador de favela. Era uma avaliação realista compartilhada por gente demais pra ser ignorada.
Quase um mês depois, com a renda achatada e passando dificuldade, ainda sólidos 70% eram pró quarentena e defendiam uma política de doações pra garantir que não houve uma fome massiva na favela.
Na população em geral, os dados eram menos impressionantes, mas ainda assim eram sólidos. 76% da população em geral era a favor do isolamentode verdade, não aquele defendido pelo governo Bolsonaro. Com fechamento de comércio e tudo. No nordeste era mais de 80%, no sul chegava a 70%.
Mas sempre a maioria.
Quanto menor a renda....maior a porcentagem de crença na pandemia e no lockdown. Entre quem ganhava até dois salários minímos tinha mais gente a favor de fechar o comércio do que entre quem ganhava mais de dois salários minímos.
Os contrários à quarentena de verdade e mesmo ao lockdown constituíam minoria muito pequena na nossa sociedade. Entre os mais pobres, eram minoria ainda menor.
O sujeito que era contra a quarentena era o tipo que entrou na justiça pra não usar máscara e depois perdeu. Um perdedor isolado.
O que aconteceu ? E hoje?
As pessoas que querem negar a pandemia são poucas, mas não qualquer uma. São Luciano Hang, são um sujeito que consegue manter o anonimato em qualquer meio de comunicação apesar de praticar escândalo, são o presidente da república. Como é possível que essa maioria avassaladora da opinião pública tenha sido ignorada e hoje o Brasil esteja no epicento mundial da pandemia? Três palavras: Sabotagem, assédio e passividade.
A minoria negacionista é pouca, mas não é qualquer uma. Institucionalmente ela é capaz de impedir a ação eficaz de combate a doença, como reportagem da Reuters comprovou a respeito de Bolsonaro ter desmontado a ação do Ministério da Saúde . Como Bolsonaro, existem muitos menores, mas grandes regionalmente, localmente, micro-espacialmente. Entram com ações na justiça, desfazem planos, atrasam. Têm impacto. Demora pra refazer o que desfazem.
A minoria negacionista fala e é mais ouvida. Levantamento da Cambridge e FGV indicam que, após falas de Bolsonaro, o isolamento social diminuiu significativamente em várias cidades que, apesar de terem votado nele, eram a favor da quarentena. Enquanto uma pessoa em Santos inteira lutava pelo direito (e arrancava manchetes) por não querer usar mascara, outra anônima questionava: “vou sobreviver?".
A maioria está passiva. Sem garantias e expostos, é difícil ter tempo e disposição pra disputar opinião e política. As vítimas do assédio moral também durante a pandemia costumam ser as habituais: as mulheres, os negros, os empregados “inferiores”, os subordinados. A questão não é que as pessoa “não se cuidam”. É que estão expostas a quem é contra o cuidado. E não podem se defender. Não basta falar que “protocolos estão sendo seguidos”. É preciso fazer com que a maioria possa ser ativa, possa denunciar, possa se defender.
Ainda somos maioria, mas precisamos defender a maioria. Diminuímos de quase 80% pra 60%, de acordo com a Datafolha. O que nos divide não é o voto em Bolsonaro. É outra coisa: é o respeito uns aos outros, a morte do outro e a garantia das nossas vidas.
O que nos divide é o que divide o pai lutando pelo respeito ao seu luto e o outro que quer chutar a sua cruz.
Precisamos afirmar em alto e bom som a este pai: estamos com você. Antes que seja tarde. Não podemos trair essa coragem.
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Cronologia do Covid-19

Boas malta fiz uma cronologia dos eventos nos estados unidos para entender como é que eles estiveram e quis comparar com a nossa. Decidi postar depois de ver este e este posts.
As conclusões não são boas, os media (americanos) dizem mal da inação do Trump mas nós tivemos uma sorte do Carvalho. Se em movimento de pessoas fossemos iguais a outros países os números eram muito piores, que se formos a olhar bem proporcionalmente em casos estamos ao nível dos estados unidos (mas com metade das mortes). A nossa primeira ação foi a meio de março.
(A minha cronologia certamente que não está completa e estou aberto a adicionar ou retirar coisas dadas fontes, Grande parte veio da Lusa/CM/JN outras coisas vieram da cronologia que fiz dos EUA)
Cronologia:
31 de dezembro de 2019 Organização Mundial de Saúde (OMS) revela haver mais de duas dezenas de casos de pneumonia de origem desconhecida detetados na cidade chinesa de Wuhan, província de Hubei.
1 de janeiro de 2020 É encerrado o mercado de peixe e carne de Wuhan que se pensa estar na origem da contaminação, dado que os doentes tinham todos ligação ao local.
4 de janeiro São 44 os casos de doentes com uma pneumonia de origem desconhecida reportados pelas autoridades chinesas.
5 de janeiro A OMS relatou uma "pneumonia de causa desconhecida" em Wuhan, China. A OMS desaconselhou restrições de viagem ou comércio na época.
8 de janeiro O CDC (EUA) emitiu o primeiro alerta público sobre o coronavírus.
9 de janeiro A OMS emitiu uma declaração nomeando a doença como um novo coronavírus em Wuhan. A China publicou os dados genéticos do novo coronavírus.
10 de janeiro É registado o primeiro morto, um homem de 61 anos, frequentador do mercado de Wuhan. Oficialmente há 41 pessoas infetadas na China. As autoridades chinesas identificam o agente causador das pneumonias como um tipo novo de coronavírus, que foi isolado em sete doentes.
13 de janeiro Primeiro caso confirmado fora da China, na Tailândia.
14 de janeiro A OMS disse que não encontrou provas de transmissão de pessoa para pessoa. https://twitter.com/WHO/status/1217043229427761152 https://nypost.com/2020/03/20/who-haunted-by-old-tweet-saying-china-found-no-human-transmission-of-coronavirus/
O chefe da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, forneceu confidencialmente uma avaliação “sombria” da situação para as principais autoridades de saúde chinesas. O memorando relacionado afirmava que "a transmissão de humano para humano é possível". Uma investigação da AP News indicou que a denúncia de um caso na Tailândia levou à reunião, bem como o risco de se espalhar com o aumento das viagens durante o Ano Novo Chinês e várias considerações políticas. No entanto, o público chinês não é avisado até 20 de janeiro.
15 de janeiro Primeiro caso reportado no Japão do novo coronavírus, entretanto designado como 2019-nCoV. Primeira declaração das autoridades portuguesas sobre o novo coronavírus. A diretora-geral da Saúde estima, com base nas informações provenientes da China, que o surto estará contido e que uma eventual propagação em massa não é "uma hipótese no momento a ser equacionada".
20 de janeiro Autoridades confirmam que há transmissão entre seres humanos. (CM reporta isto mas não consigo confirmar em mais fonte nenhuma, a OMS só confirmou a 23 de Janeiro)
O secretário geral do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro do Conselho de Estado, Li Keqiang, emitem o primeiro aviso público sobre o coronavírus aos cidadãos chineses. Uma investigação da AP News alegou que, de 14 a 20 de janeiro, as autoridades chinesas tomaram medidas confidenciais para mobilizar sua resposta à pandemia, mas não alertaram o público. Alertar o público seis dias antes podia ter evitado "o colapso do sistema médico de Wuhan", segundo um epidemiologista.
21 de janeiro Primeiro caso nos Estados Unidos, num doente em Washington regressado de Wuhan.
22 de janeiro Macau confirma o primeiro caso da doença, numa altura em que há mais de 440 infetados. Começa o isolamento da cidade de Wuhan ao mundo. Autoridades de saúde chinesas cancelam voos e saída de comboios. Portugal anuncia que acionou os dispositivos de saúde pública e tem três hospitais em alerta: São João (Porto), Curry Cabral e Estefânia (ambos Lisboa).
23 de janeiro OMS reúne comité de emergência na Suíça para avaliar se o surto constitui uma emergência de saúde pública internacional. Decide não a decretar. Autoridades chinesas proíbem entradas e saídas numa segunda cidade, Huanggan, a 70 km de Wuhan. As duas cidades têm em conjunto mais de 18 milhões de habitantes. Alguns aeroportos no mundo, como no Dubai, nos Estados Unidos e nalguns países africanos, começam a tomar precauções para lidar com o fluxo de turistas chineses que tiram férias no Ano Novo Lunar, que coincide com o surto.
24 de janeiro Confirmados em França os primeiros dois casos na Europa, ambos importados.
25 de janeiro Pequim suspende as viagens organizadas na China e ao estrangeiro. Austrália anuncia primeiro caso. Hong Kong declara estado de emergência. Primeiro caso suspeito em Portugal, mas as análises revelam que é negativo.
27 de janeiro O Centro Europeu de Controlo das Doenças pede aos estados-membros da União Europeia que adotem "medidas rigorosas e oportunas" para controlo do novo coronavírus.
28 de janeiro Mecanismo Europeu de Proteção Civil é ativado, a pedido de França, para repatriamento dos franceses em Wuhan. Confirmados dois casos, um na Alemanha e outro no Japão, de doentes que não estiveram na China, tendo sido infetados nos seus países por pessoas provenientes de Wuhan.
29 de janeiro Pelo menos 17 portugueses pedem para sair da China, quase todos na região de Wuhan. Finlândia confirma primeiro caso. Rússia encerra fronteira terrestre com a China. Estudo genético confirma que o novo coronavírus terá sido transmitido aos humanos através de um animal selvagem, ainda desconhecido, que foi infetado por morcegos.
30 de janeiro OMS declara surto como caso de emergência de saúde pública internacional, mas opõe-se a restrições de viagens e trocas comerciais.
31 de janeiro Estados Unidos decidem proibir a entrada de estrangeiros que tenham estado na China nos últimos 14 dias e impor quarentena a viajantes de qualquer nacionalidade provenientes da província de Hubei. Ministério da Saúde de Portugal anuncia que vai disponibilizar instalações onde os portugueses provenientes de Wuhan possam ficar em isolamento voluntário.
1 de fevereiro Austrália proíbe entrada no país a não residentes vindos da China.
2 de fevereiro Os 18 portugueses e as duas brasileiras retirados da cidade de Wuhan chegam a Lisboa e ficam em isolamento voluntário por 14 dias. Filipinas anunciam o primeiro caso mortal no país. É a primeira morte fora da China.
3 de fevereiro OMS anuncia que está a trabalhar com a Google para travar informações falsas sobre o novo coronavírus. O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que não havia necessidade de medidas que "interferissem desnecessariamente com viagens e comércio internacionais" para parar o coronavírus. Elogiou a resposta chinesa e referiu que a propagação do vírus é "mínima e lenta".
11 de fevereiro OMS decide dar oficialmente o nome de Covid-19 à infeção provocada pelo novo coronavírus.
13 de fevereiro Autoridades chinesas mudam a forma de contabilizar e assumir casos de infeção. Passam a contar não apenas os casos com confirmação laboratorial, mas também os que têm confirmação clínica apoiada por exames radiológicos.
14 de fevereiro Segunda morte confirmada fora da China, no Japão.
15 de fevereiro Um turista chinês de 80 anos morre em França. É a primeira morte registada na Europa - o primeiro europeu a morrer no seu continente acontece a 26 de fevereiro.
16 de fevereiro Terceira morte confirmada fora da China, num turista chinês que visitava França.
19 de fevereiro Dois primeiros casos revelados no Irão. No mesmo dia é anunciado que os dois morreram devido ao Covid-19.
20 de fevereiro Autoridades chinesas voltam a alterar a metodologia da contagem de infetados, uma decisão que se reflete numa descida acentuada no número de novos casos. Coreia do Sul regista a primeira morte. Suíça adia uma cimeira internacional sobre saúde devido à epidemia, na qual estaria presente o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) e ministros da Saúde.
21 de fevereiro Autoridades chinesas anunciam que surto está "sob controlo". Itália regista primeira vítima mortal, um italiano de 78 anos.
22 de fevereiro Irão fecha escolas, universidades e centros educativos em duas cidades. País confirma mais de 40 casos de infeção e oito mortes.
23 de fevereiro Autoridade japonesas confirmam que um português, Adriano Maranhão, canalizador no navio Diamond Princess, atracado no porto de Yokohama, deu teste positivo ao vírus da infeção Covid-19. Presidente da China, Xi Jiping, admite que o surto é a mais grave emergência de saúde no país desde a fundação do regime comunista, em 1949. Autoridades italianas ordenam suspensão dos festejos do Carnaval de Veneza. Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que epidemia coloca em risco a recuperação económica mundial e manifesta disponibilidade para ajudar financeiramente os países mais pobres e vulneráveis.
24 de fevereiro Comissão Europeia anuncia mobilização de 230 milhões de euros para apoiar a luta global contra o Covid-19. Diretor-geral da OMS avisa que o mundo tem de se preparar para uma "eventual pandemia", considerando "muito preocupante" o "aumento repentino" de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão.
25 de fevereiro O português infetado a bordo de um navio de cruzeiros atracado no Japão é enviado para um hospital de referência local. O especialista que liderou a equipa da OMS enviada à China afirma que o mundo "simplesmente não está pronto" para enfrentar a epidemia.
26 de fevereiro Primeiro caso de contágio na América do Sul. É no Brasil, um homem de 61 anos, de São Paulo, regressado do norte de Itália. Vários países confirmam igualmente os primeiros casos: Grécia, Finlândia, Macedónia do Norte, Geórgia e Paquistão. OMS revela que o número de novos casos diários confirmados no resto do mundo ultrapassou pela primeira vez os registados na China.
27 de fevereiro Arábia Saudita suspende temporariamente a entrada de peregrinos que visitam a mesquita do profeta Maomé e os lugares sagrados do Islão em Meca e Medina, bem como turistas de países afetados pelo coronavírus. Segundo português hospitalizado no Japão "por indícios relacionados" com o Covid-19, também tripulante do navio de cruzeiros Diamond Princess. A DGS divulga orientações às empresas, aconselhando-as a definir planos de contingência para casos suspeitos entre os trabalhadores que contemplem zonas de isolamento e regras específicas de higiene, e para portos e viajantes via marítima, que define que qualquer caso suspeito validado deve ser isolado e que apenas um elemento da tripulação deve contactar com o passageiro.
28 de fevereiro Primeiro caso confirmado na África subsariana, na Nigéria, depois de terem sido identificadas infeções no norte do continente, no Egito e na Argélia. Suíça proíbe pelo menos até 15 de março qualquer evento público ou privado que reúna mais de mil pessoas. Comissão Europeia solicita aos Estados-membros da UE que avaliem os impactos económicos do novo coronavírus. OMS aumenta para "muito elevado" o nível de ameaça do novo coronavírus. Responsáveis da Feira Internacional de Turismo de Berlim anunciam a suspensão do evento, considerado o maior do mundo, que se deveria realizar entre 4 e 8 de março. Governo português reforça em 20% o stock de medicamentos em todos os hospitais do país, além de estar a preparar um eventual reforço de recursos humanos.
29 de fevereiro Governo francês anuncia cancelamento de "todas as concentrações com mais de 5.000 pessoas" em espaços fechados e alguns eventos no exterior, como a meia-maratona de Paris. Primeira vítima mortal nos Estados Unidos da América.
1 de março Governo das Astúrias confirma primeiro caso de infeção pelo novo coronavírus na região espanhola, o escritor chileno Luis Sepúlveda, que esteve recentemente na Póvoa de Varzim, em Portugal. Macau com perdas históricas nas receitas do jogo em fevereiro, menos 87,8% em relação a igual período de 2019, num mês em que os casinos fecharam por 15 dias devido ao surto de Covid-19. Adriano Maranhão, primeiro português infetado no Japão, tem alta hospitalar.
2 de março Confirmados dois primeiros casos em Portugal Funcionários públicos em teletrabalho ou isolamento profilático sem perda de salário em Portugal, segundo um despacho do Governo. Governo português divulga um despacho a ordenar aos serviços públicos que elaborarem planos de contingência para o surto de Covid-19.
3 de março Primeira morte em Espanha. Itália confirma 79 mortes. Número de infetados em Portugal sobe para quatro. Mais de três mil mortos e de 91 mil infetados em todos os continentes, segundo dados da OMS. Os países mais afetados são China, Coreia do Sul, Irão e Itália. Hospitais São João e Santo António, no Porto, esgotaram capacidade de resposta a casos suspeitos, novas unidades são ativadas Comissão Nacional de Proteção Civil passa a funcionar em permanência, para fazer face ao novo coronavírus. Governo português dá cinco dias às empresas públicas para elaborarem planos de contingência. Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), que gere a política monetária do país, corta em 50 pontos base as taxas de juro, devido ao novo coronavírus. O presidente da Fed, Jerome Powell, considera inevitável que os efeitos do surto alastrem às economias mundiais e alterem o seu normal funcionamento "durante algum tempo". FMI e Banco Mundial anunciam que reuniões de abril, que se realizam anualmente em Washington, vão ser feitas à distância, em "formato virtual".
4 de março Itália, o país europeu mais afetado, fecha todas as escolas e universidades. Tinha então 3,089 infetados e 107 mortos. Número de infetados em Portugal sobre para seis. Em todo o mundo, há registo de mais de 3.100 mortos e de 93.100 infetados em 77 países de cinco continentes. Mais de 290 milhões de jovens sem aulas em todo o mundo, segundo a UNESCO. Os trabalhadores em quarentena em Portugal por determinação de autoridade de saúde vão receber integralmente o rendimento nos primeiros 14 dias, diz despacho do Diário da República. O primeiro-ministro português anuncia linha de crédito para apoio de tesouraria a empresas afetadas pelo impacto económico do surto do novo coronavírus, caso seja necessário, no valor inicial de 100 milhões de euros. Banco Mundial anuncia 12.000 milhões de dólares (cerca de 10.786 milhões de euros) para ajudar os países que enfrentam impactos económicos e de saúde. O setor dos serviços contraiu pela primeira vez na China desde que há registos. FMI diz que crescimento mundial será inferior em 2020 ao de 2019 devido ao impacto da epidemia do novo coronavírus, mas que é "difícil prever quanto". Surto diminuiu exportações mundiais em 50 mil milhões de dólares em fevereiro, segundo uma análise publicada pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento. A Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, no Porto, suspende aulas por ter havido contactos com o quinto infetado.
5 de março Portugal com nove casos de infeção. O número de pessoas infetadas em todo o mundo aumenta para 97.510, das quais 3.346 morreram, em 85 países e territórios. A China é o país mais afetado (80.409 casos e 3.012 mortes); seguido pela Coreia do Sul (6.088 casos, 35 mortes), Itália (3.858 casos, 148 mortes) e Irão (3.513 casos, 107 mortes). Bolsa de Turismo de Lisboa adiada para 27 a 31 de maio Perdas das companhias aéreas mundiais podem chegar aos 113 mil milhões de dólares (101,1 mil milhões de euros), estima a associação internacional de transporte aéreo (IATA). TAP reduz 1.000 voos em março e abril devido a quebra nas reservas, suspende investimentos e avança com licenças sem vencimento. O Fundo Monetário Internacional disponibiliza 50 mil milhões de dólares (cerca de 46,7 mil milhões de euros) para combater o surto.
6 de março 13 casos infetados em Portugal. Número de casos no mundo ultrapassa os 100 mil, das quais 3.456 morreram, em 92 países e territórios. A China (sem as regiões administrativas de Macau e Hong Kong), o país onde a epidemia foi declarada no final de dezembro, soma 80.552 casos e 3.042 mortes. Preço do barril de Brent cai mais de 6%, para 47 dólares, devido à quebra da procura
7 de março Número de infeções em Portugal sobe para 21 Visitas a hospitais, lares e estabelecimentos prisionais da região Norte suspensas temporariamente. A ministra da Saúde portuguesa, Marta Temido, recomenda também o adiamento de eventos sociais. Uma escola de Idães, em Felgueiras, o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e o edifício do curso de História da Universidade do Minho foram encerrados por serem instituições relacionadas com casos de pessoas infetadas em Portugal. Governo italiano proíbe as entradas e saídas da Lombardia e de outras 11 províncias próximas para limitar a disseminação do coronavírus, que já causou 233 mortes e 5.061 infetados em todo o país.
8 março Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa decide entrar em quarentena de 14 dias após receber em Belém uma turma de Felgueiras. Mais quatro casos em Portugal, número de infetados sobe para 25. Reino Unido anuncia um aumento de 64 novos casos, elevando-o a um total de 273 casos. Este país regista três mortos. EUA tem 564 infetados, os mortos são 21. Itália confirma 1.492 casos adicionais e 133 mortes. Números totais: 7.375 infetados e 366 mortos. O primeiro-ministro Giuseppe Conte estendeu o bloqueio de quarentena para cobrir toda a região da Lombardia e outras 14 províncias do norte do país. Registado o primeiro morto em África, que ocorre no Egito - um cidadão alemão hospitalizado a 1 de março e depois sofreu insuficiência respiratória causada por pneumonia aguda. DGS encerra escolas e suspende atividades de lazer e culturais nos concelhos de Lousada e Felgueiras por causa do acumular de casos.
9 março Alemanha regista as duas primeiras mortes no país. Infetados aumentam para 1.176. Universidades de Lisboa e Coimbra suspendem todas as aulas presenciais por duas semanas. Itália estende quarentena a todo o país, onde número de mortos atinge 463. Primeiros casos em Chipre significam que todos os países da União Europeia estão atingidos pelo novo coronavírus. Números da Espanha aumentam para 1.231 casos, com 30 mortes. Itália: 9.172 infetados e 463 mortos. França revela que os deputados Guillaume Vuilletet e Sylvie Tolmont estão infetados, havendo cinco deputados da Assembleia com Covid-19. Também foi confirmado que o ministro da Cultura, Franck Riester, havia testado positivo. O número de casos aumentou para 1.412.
10 março Câmara de Lisboa encerra museus, teatros municipais e suspende atividades desportivas em recintos fechados. Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) decreta fecho de museus, monumentos e palácios na sua dependência. Governo português suspende voos para todas as regiões de Itália por 14 dias. O primeiro-ministro italiano Conte estende o bloqueio de quarentena a toda a Itália, incluindo restrições de viagens e a proibição de reuniões públicas. Número de infetados sobe para 10.149, número de mortos é já 631. Portugal: 41 infetados
11 março Organização Mundial de Saúde passa a considerar o Covid-19 como uma pandemia, isto é um surto de doença com distribuição geográfica internacional muito alargada e simultânea. Itália anuncia que o jogador da Juventus Daniele Rugani, colega de Ronaldo, testa positivo para Covid-19. Total de infetados em Itália: 12.462. Total de mortos: 827. Portugal: 59 infetados. Turquia anuncia primeiro caso num homem regressado da Europa. Mais de mil médicos disponibilizam-se para reforçar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde.
12 março Portugal decide encerrar todos os estabelecimentos de ensino até ao final das férias da Páscoa a partir de 16 de março, encerramento de discotecas, restrições em restaurantes, centros comerciais, serviços públicos e proibição de desembarque de passageiros de cruzeiros. Portugal tem agora 78 pessoas infetadas e ainda zero mortes relacionadas com Covid-19. Estado de alerta declarado em todo o país, com proteção civil e forças e serviços de segurança em prontidão. Região Autónoma da Madeira suspende atracagem de navios de cruzeiro e impõe medição de temperatura a passageiros nos aeroportos. Governo dos Açores fecha escolas e museus, interdita cinemas e ginásios. Hospital de São João anuncia que uma das primeiras pessoas internadas em Portugal com Covid-19 se curou. Em apenas um dia, Itália regista 2651 novos infetados, elevando o número de doentes com Covid-19 para 15.113. Nas mesmas 24 horas, morreram 189 italianos. O total de mortos em Itália é agora 1.016.
13 março Europa toma o lugar da China como maior epicentro do coronavírus, diz a OMS, numa altura em que o crescimento de casos abranda no país oriental (China tem agora 80.815 infetados e 3.117 mortos) e acelera em Itália e no resto do continente europeu. Portugal: 112 infetados com o Covid-19. 61 países da África, Ásia, Europa, Oriente Médio, América do Norte e América do Sul anunciaram ou implementaram fecho total ou parcial de escolas e universidades. Trinta e nove países fecharam todas as escolas, afetando 421,4 milhões de crianças e jovens. Nesta altura são 11 os países que proíbem a entrada de voos de Portugal (e da Europa): Arábia Saudita, Argentina, El Salvador, EUA, Guatemala, Itália, Jordânia, Kuwait, Nepal, República Checa e Venezuela. Estados Unidos proíbem entrada de voos de passageiros vindos do espaço Schengen na Europa (26 países, incluindo obviamente Portugal) durante 30 dias. Venezuela, país de 32 milhões de habitantes, confirma os dois primeiros casos de infetados: uma pessoa vinda dos EUA e outra de Espanha. O país de Nicolas Maduro também proibiu voos vindos da Europa durante um mês. Eslováquia, Malta e República Checa fecham fronteiras com os países membros da EU. Governo permite a funcionários públicos ficar em casa em regime de teletrabalho sempre que funções o permitam. Madeira suspende voos provenientes da Dinamarca, França, Alemanha, Suíça e Espanha, países de transmissão ativa.
Presidente dos EUA, Donald Trump, declara estado de emergência nacional.
UEFA suspende todos os jogos sob a sua égide, incluindo Liga dos Campeões e Liga Europa. República Checa anuncia fecho total de fronteiras a partir de 16 de março.
14 março Número mundial de infetados: 150.054. Total de mortos: 5.617 Portugal: 169 infetados. Nas últimas 24 horas houve 57 novos casos. Não há ainda mortes em Portugal. Ministra da Saúde, Marta Temido, anuncia que Portugal entrou "numa fase de crescimento exponencial da epidemia", com 169 casos confirmados.
Açores e Madeira decidem quarentena obrigatória para todas as pessoas que cheguem às regiões autónomas. Governo de Espanha, onde há mais de 5.700 casos, impõe "medidas drásticas" no âmbito do estado de alerta, proíbe cidadãos de andar na rua, exceto para irem trabalhar, comprar comida ou à farmácia.
15 de março Número de casos em Portugal atinge 245, em todo mundo há quase 160.000 pessoas infetadas e já morreram mais de 6.000.
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, convoca Conselho de Estado por videoconferência para 18 de março, para discutir a "eventual decisão de decretar o estado de emergência" em Portugal.
Sindicato Independente dos Médicos conta mais de 50 clínicos infetados e mais de 150 em quarentena.
Governo proíbe consumo de bebidas alcoólicas na via pública e eventos com mais de cem pessoas, apelando para que deslocações se limitem ao estritamente necessário.
Autoridade Marítima Nacional interdita atividades desportivas ou de lazer que juntem pessoas nas praias do continente, Madeira e Açores.
16 de março Portugal regista a primeira morte devido ao coronavírus. O número de infetados pelo novo coronavírus sobe para 331. Segundo a Direção-Geral da Saúde, há 2.908 casos suspeitos, dos quais 374 aguardam resultado laboratorial.
Governo português anuncia o controlo de fronteiras terrestres com Espanha, passando a existir nove pontos de passagem e exclusivamente destinados para transporte de mercadorias e trabalhadores que tenham de se deslocar por razões profissionais.
Portugal vai também intensificar o controlo sanitário nos aeroportos.
Macau decreta quarentena obrigatória de 14 dias para quem chegar ao território, com exceção da China continental, Taiwan e Hong Kong.
Assembleia da República dispensa funcionários inseridos em grupos de risco e promove o trabalho à distância e rotatividade.
17 de março O número de infetados sobe para 448.
É anunciado que o SNS foi reforçado com mais 1.800 médicos e 900 enfermeiros e que há 30 profissionais de saúde infetados, 18 dos quais médicos. E é também anunciado o nascimento do primeiro bebé filho de uma mulher infetada. O bebé não foi infetado.
O governo regional da Madeira anuncia o primeiro caso na região.
O município de Ovar fica sujeito a "quarentena geográfica" e o Governo declara o estado de calamidade pública para o concelho, que passa a ter entradas e saídas controladas. A circulação de pessoas nas ruas também é controlada.
António Costa anuncia a suspensão das ligações aéreas de fora e para fora da União Europeia.
A CP reduz em 350 as ligações diárias.
18 de março O Presidente da República decreta o estado de emergência por 15 dias, depois de ouvido o Conselho de Estado e de ter obtido o parecer positivo do Governo e da aprovação do decreto pela Assembleia da República.
O estado de emergência vigora até 02 de abril.
António Costa diz que "o país não para" e que o Governo tudo fará para manter a produção e distribuição de bens essenciais.
O estado de emergência contempla o confinamento obrigatório e restrições à circulação na via pública. A desobediência é crime e pode levar à prisão.
No dia em que o Governo revela um conjunto de linhas de crédito para apoio à tesouraria das empresas de 3.000 milhões de euros, é também anunciado que as contribuições das empresas para a Segurança Social são reduzidas a um terço em março, abril e maio, e que as empresas vão ter uma moratória concedida pela banca no pagamento de capital e juros.
O número de infetados sobe para 642 e regista-se uma segunda morte. O Alentejo regista os primeiros dois casos.
19 de março O número de vítimas mortais sobe para três em Portugal, com os casos confirmados a ascenderem a 785. Graça Freitas anuncia que quem apresentar sintomas ligeiros ou moderados da doença é seguido a partir de casa.
O primeiro-ministro anuncia, após a reunião do Conselho de Ministros, as medidas e regras para cumprir o estado de emergência, incluindo o "isolamento obrigatório" para doentes com covid-19 ou que estejam sob vigilância. Os restantes cidadãos devem cumprir "o dever geral de recolhimento domiciliário". A regra é que os estabelecimentos com atendimento público devem encerrar e o teletrabalho é generalizado.
A proposta de lei do Governo com as medidas excecionais é de imediato promulgada pelo Presidente da República.
É também anunciado que o Governo criou um "gabinete de crise" para lidar com a pandemia e que suspendeu o pagamento da Taxa Social Única.
O governo dos Açores determina a suspensão das ligações aéreas da transportadora SATA entre todas as ilhas e a TAP anuncia que vai reduzir a operação até 19 de abril, prevendo cumprir 15 dos cerca de 90 destinos.
20 de março Com o país recolhido começam a destacar-se respostas da sociedade civil e das autarquias para fazer face à pandemia, anunciam-se ações de solidariedade para com os mais necessitados.
O Governo reúne-se em Conselho de Ministros para aprovar um conjunto de medidas de apoio social e económico para a população mais afetada. António Costa anuncia que é adiado para o segundo semestre o pagamento do IVA e do IRC, a prorrogação automática do subsídio de desemprego e do complemento solidário para idosos e do rendimento social de inserção.
É também anunciado que as celebrações religiosas, como funerais, e outros eventos que impliquem concentração de pessoas são proibidos, e que as autoridades de saúde ou de proteção civil podem decretar a requisição civil de bens ou serviços públicos se necessários para o combate à doença.
Portugal tem seis vítimas mortais e 1.020 casos confirmados.
21 de março O número de mortes sobe para 12, o dobro do dia anterior, e os infetados são 1.280.
Marta Temido estima que o pico de casos aconteça em meados de abril, e diz que Portugal vai adotar um novo modelo de tratamento de infetados, que passa pelo aumento do acompanhamento em casa. Graça Freitas estima que a taxa de letalidade é de cerca de 1%, mas avisa que pode mudar.
O Governo anuncia que vai prorrogar os prazos das inspeções automóveis e reduz os leilões nas lotas, criando uma linha de crédito até 20 milhões de euros para o setor da pesca.
Com o país em casa surgem as primeiras notícias de infeções em lares. Na Casa de Saúde da Idanha, em Belas, arredores de Lisboa, é anunciado que 10 utentes estão infetados. Um lar em Vila Nova de Famalicão fica sem funcionários depois de oito terem dado positivo ao covid-19.
O ministro dos Negócios Estrangeiros anuncia que a TAP prevê realizar voos para a Praia e Sal (Cabo Verde), Bissau (Guiné-Bissau) e São Tomé para transportar portugueses para casa.
22 de março O número de mortes associadas à covid-19 sobe para 14 e o de infetados para 1.600 (mais 320).
Num domingo de sol muitas pessoas saem à rua e na Póvoa de Varzim a polícia é chamada devido ao "desrespeito ao estado de emergência" (multidão a passear). Em Coimbra a PSP também é chamada por causa de um aglomerado na Mata Nacional do Choupal.
São detidas sete pessoas no país por crime de desobediência.
Os utentes do lar de Famalicão são transferidos para o Hospital Militar do Porto.
As autoridades iniciam o repatriamento de mais de 1.300 passageiros que chegam a Lisboa num navio de cruzeiro (entre eles estão 27 portugueses).
O Governo assina três despachos, que entram em vigor no dia seguinte, para garantir serviços essenciais de abastecimento de água e energia, recolha de lixo e funcionamento de transportes públicos.
O presidente da Associação Nacional de Freguesias, Jorge Veloso, pede que as pessoas das cidades e os emigrantes evitem ir para o interior.
23 de março Portugal tem 23 mortes e 2.600 infeções.
As queixas sobre a falta de equipamentos para quem mais necessita, como profissionais de saúde ou de segurança, começam a surgir. O Governo anuncia que o Estado vai comprar à China equipamentos de proteção e que espera quatro milhões de máscaras. Cinco polícias e dois técnicos sem funções policiais estão infetados numa esquadra de Vila Nova de Gaia.
O Governo cria uma linha de apoio de emergência de um milhão de euros para artistas e entidades culturais e reforça com 50 milhões de euros os acordos de cooperação com o setor social (responsável pelos lares de idosos ou centros de dia).
Uma residência para idosos na Maia, Porto, coloca em isolamento 46 idosos devido a casos de infeção.
24 de março O número de mortes sobe para 33 e o número de infeções passa a 2.362.
A secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, anuncia a ativação do Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil, no mesmo dia em que são já 27 as detenções por violação das regras do estado de emergência.
O Presidente da República admite que o pico da pandemia possa ocorrer depois de 14 de abril. No parlamento, o presidente e líder parlamentar do PSD abandona o plenário depois de uma discussão sobre o número excessivo de deputados na bancada social-democrata.
A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) lança uma linha de financiamento de 1,5 milhões de euros para investigação e "implementação rápida" de respostas às necessidades do SNS.
Em Vila Real, o presidente da Câmara alerta para a existência de 20 utentes e funcionários de um lar infetados com covid-19.
O Rali de Portugal é adiado.
25 de março Portugal regista mais 10 mortes chegando às 43, quando são contabilizadas 2.995 infeções.
O secretário de Estado da Saúde diz que o sistema tem capacidade de fazer 8.600 testes diários. A questão de se fazer mais testes ou não divide opiniões.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil coloca em alerta laranja, o segundo mais grave, os distritos de Lisboa, Porto e Aveiro.
O ministro de Estado e das Finanças diz que o país "nunca esteve tão bem preparado" para enfrentar uma crise como a causada pelo vírus.(lol) O Banco de Portugal anuncia que é facilitada a concessão de crédito pessoal por parte dos bancos.
A Câmara de Melgaço implementa um cerco sanitário na aldeia de Parada do Monte, com 370 habitantes, após confirmação de três casos de infeção.
A ASAE diz que já fiscalizou 41 operadores económicos por causa de especulação de preços.
26 de março Há 3.544 infeções e morreram 60 pessoas.
Há doentes a ser tratados com medicamentos da malária e do ébola, ainda que sem certezas, diz Graça Freitas.
O Banco de Portugal estima que o Produto Interno Bruto caia este ano 3,7% num cenário base e 5,7% num cenário adverso, devido à pandemia. A taxa de desemprego deve subir acima dos 10%. No dia em que Marcelo Rebelo de Sousa admite prolongar o estado de emergência reúne-se o Governo em Conselho de Ministros e aprova a suspensão até setembro do pagamento dos créditos à habitação e de créditos de empresas. Aprova também medidas excecionais de proteção dos postos de trabalho (como redução temporária de horário ou suspensão do contrato) e uma proposta de lei que prevê um regime de mora no pagamento das rendas, habilitando ainda o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana a conceder empréstimos a inquilinos.
Na Maia um lar de idosos infetado é evacuado, em Vila Real aumentam as infeções num lar de idosos, de 20 para 45.
É anunciado que quem aterrar nos Açores tem confinamento obrigatório de 14 dias.
27 de março No lar da Nossa Senhora das Dores, em Vila Real, são agora 88 os infetados, entre os quais 68 utentes.
Em Portugal o número de mortes chega a 76 e o número de infetados sobe para 4.268.
Graça Freitas diz agora que o pico da pandemia pode afinal ser só em maio.
António Costa anuncia a chegada a Portugal de milhares de equipamentos de proteção individual e o Laboratório Militar também anuncia que começou a fazer testes de diagnóstico. Outras entidades como o Instituto de Medicina Molecular também começam a fazer testes.
Mil e quinhentos enfermeiros voluntariam-se para reforçar o apoio à linha telefónica SNS24, segundo a bastonária da Ordem.
As forças de segurança detiveram, desde o início do estado de emergência, 64 pessoas por crime de desobediência, e mandaram encerrar 1.449 estabelecimentos. O balanço é do MAI, segundo o qual também foram impedidas de entrar em Portugal 850 pessoas e uma delas foi detida. A detida, viria a confirmar-se depois, estava infetada com covid-19.
No Algarve, quando se aproxima o período da Páscoa, que costuma encher os hotéis, a associação empresarial do setor diz que a hotelaria está praticamente encerrada.
28 de março O número de mortes ascende à centena e os infetados são 5.170. Marta Temido também diz que o pico da epidemia só deve acontecer no final de maio e que as medidas de contenção social estão a abrandar a curva de infeções.
O Presidente da República pede aos portugueses para que, no período da Páscoa, continuem a respeitar as regras de contenção. A PSP interpela todas as pessoas que atravessam a Ponte 25 de Abril, no sentido norte-sul, e são divulgadas imagens de grandes filas de carros, alguns deles, diz a PSP, em incumprimento do estado de emergência.
É publicada uma retificação do diploma inicial do "lay-off" simplificado, acautelando que nenhum trabalhador de empresas que recorram e esse apoio pode ser despedido.
O Governo anuncia que vai organizar uma operação de transporte aéreo para o regresso temporário a Portugal de professores portugueses que estão em Timor-Leste.
29 de março Portugal contabiliza 119 mortes e 5.962 casos de infeções p. O número de pessoas internadas nos cuidados intensivos é de 138 doentes, um aumento para o dobro em relação ao dia anterior.
As notícias sobre infeções em lares continuam, como em Foz Côa, Guarda, onde o lar tem 47 infetados num universo de 62 idosos, segundo o provedor.
Em Ovar, onde foi declarado o estado de calamidade pública, são cinco as mortes, uma delas uma jovem de 14 anos, diz o vice-presidente da Câmara.
Nos Açores, o concelho de Povoação, na ilha de S. Miguel, é também submetido a um cordão sanitário.
Surgem notícias, através de sindicatos, de que há pelo menos um guarda prisional infetado do estabelecimento de Custoias e de uma auxiliar de ação médica no hospital prisional de Caxias. O Governo diz que vai ponderar criteriosamente a recomendação das Nações Unidas para libertação imediata de alguns presos mais vulneráveis.
30 de março António Costa avisa que Portugal "vai entrar no mês mais crítico desta pandemia", no dia em que os números da DGS indicam que há 140 mortes e 6.408 infetados.
Segundo o primeiro-ministro, com ou sem estado de emergência vai ser preciso prolongar as medidas que têm sido adotadas. E, diz também, que na próxima semana pretende cobrir o país com despistes de covid-19 em lares.
O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, afirma que o número de profissionais de saúde infetados chegou aos 853, e Graça Freitas admite impor-se uma cerca sanitária na região do Porto, motivando fortes críticas.
A ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, diz que a segurança social recebeu 1.400 pedidos de empresas que pretendem aderir ao "lay-off" simplificado.
(Continua nos comentários)
O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, admite nacionalizações e diz que seria "um erro trágico" reagir com medidas de austeridade à crise provocada pela pandemia, defendendo antes o apoio ao crescimento da economia.
O Governo pede a abertura de "forma condicionada" das juntas de freguesia onde estão instalados postos dos CTT, lembrando que esses serviços garantem a entrega de pensões. A empresa anunciou que ia antecipar a emissão e pagamento de vales em dois dias úteis.
Marcelo Rebelo de Sousa diz que se impõe manter as medidas de contenção que vigoram em Portugal.
A TAP avança para um processo de "lay-off" para 90% dos trabalhadores.
O governo dos Açores prolonga a situação de contingência no arquipélago até 30 de abril.
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O que é o isolamento vertical?

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-52043112
A notícia descreve essa teoria que é música para ouvido de alguns, que, inclusive, penso que poderia ser um ponto interessante para o Átila abordar.
TL;DR (em poucas palavras) - dois cientistas começam a contestar o poder de devastação do coronavírus. Para eles, a melhor estratégia, equilibrando combate ao vírus com menor consequência econômica, seria isolar os grupos de risco conhecidos - idosos e pessoas com doenças anteriores -, concentrando neles também os recursos de saúde, deixando o restante da população a mercê dos efeitos do vírus que, em geral, provocam infecções leves e autolimitadas. Com isso, a população adquire imunização de rebanho. Essa estratégia vem sendo duramente contestada criticada pela maioria da comunidade científica.

Ponho na íntegra.

O que é o isolamento vertical que Bolsonaro quer e por que especialistas temem que cause mais mortes?


Um grupo de cientistas tem desafiado a orientação majoritária entre os epidemiologistas e defendido que as medidas de distanciamento social da população contra o coronavírus sejam relaxadas e substituídas pelo isolamento de grupos específicos de pessoas, aqueles com maior risco de morrer ou desenvolver quadros graves: idosos, diabéticos, cardíacos e pessoas com algum comprometimento pulmonar.
Para esses epidemiologistas, os escassos dados disponíveis apontam que a doença não é tão devastadora para a população em geral e, por isso, seria possível contê-la sem enfrentar as massivas perdas econômicas que o atual modelo de contenção pode causar.
As conclusões são vistas com desconfiança e cautela no mundo médico, já que a falta de dados não permite conclusões tão generalizantes para a maior parte dos profissionais.
O risco, dizem os críticos, é que teorias como essa possam estar equivocadas e levar o mundo todo a um colapso completo de saúde.
A controversa estratégia é chamada de isolamento vertical e ganhou ao menos dois proeminentes adeptos nas últimas 48 horas: o presidente americano, Donald Trump, e o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.
Algo semelhante foi tentando no Reino Unido, que recuou do plano nesta semana, após indicativos de que seu sistema de saúde podia entrar em colapso, e determinou que seus cidadãos deveriam manter amplo isolamento social adotando o fechamento de escolas e comércios como tem sido a tônica das medidas ao redor do mundo.
Não está claro ainda se EUA ou Brasil vão adotar o isolamento vertical como arma central no combate à pandemia, mas os dois mandatários já se posicionaram publicamente a favor dessa linha de atuação.
Oito dias depois de decretar estado de emergência e recomendar que todos os americanos ficassem em casa, na segunda, dia 23, Trump afirmou que "os Estados Unidos estarão novamente abertos a negócios em breve. Muito em breve. Muito antes de três ou quatro meses que alguém sugeriu. Muito antes. Não podemos deixar que a cura seja pior que o próprio problema".
E reconheceu que contrariava os médicos que o assessoram nessa nova orientação. Segundo Trump, a sugestão desses profissionais da saúde seria "manter o país fechado por alguns anos". "Você não pode fazer isso com um país, especialmente a economia número 1 do mundo", afirmou.
Nesta terça, 24, em pronunciamento em rede nacional, Bolsonaro seguiu a mesma linha, criticou o confinamento por seus efeitos econômicos e na manhã da quarta, 25, disse que "a orientação vai ser o [isolamento] vertical daqui pra frente".
Nos Estados Unidos, a projeção é de que a economia encolha em até 24% no segundo trimestre. A taxa de desemprego voltaria ao patamar de 10%, como durante a crise de 2008.
No Brasil, a expectativa de crescimento do PIB foi zerada para o ano de 2020. Os cenários para número de desempregados oscilam de 20 milhões a 40 milhões, a depender do órgão responsável pelo cálculo.
Afinal, o que é confinamento vertical?
Um dos médicos a formularem esse método é David Katz, diretor do Centro de Pesquisa em Prevenção Yale-Griffin.
Em um artigo publicado no jornal The New York Times, Katz explica a estratégia com uma metáfora bélica. De acordo com o médico, em um momento de "guerra" contra o coronavírus, os governos podem optar por confrontos abertos, com seus resultados mortíferos e efeitos colaterais graves, ou adotar um ataque cirúrgico, com foco específico no ponto de maior perigo.
Para Katz, ordenar quarentena forçada em um país, com fechamento de comércios e escolas, e proibição de circulação de pessoas a menos que por motivos essenciais é o equivalente ao "confronto aberto bélico".
O ataque cirúrgico seria isolar os grupos de risco conhecidos - idosos e pessoas com doenças anteriores - concentrando neles também os recursos de saúde para tratamento e prevenção e deixando o restante da população a mercê dos efeitos do vírus que, em geral, provocam infecções leves e autolimitadas.
A argumentação de Katz se sustenta em números da epidemia obtidos na Coreia do Sul, onde o coronavírus a se espalhou e foi rapidamente contido graças a uma estratégia de testagem massiva da população e de rastreamento de pessoas que estariam potencialmente infectadas.
"Os dados da Coreia do Sul, os melhores a rastrear os efeitos do coronavírus até agora, indicam que 99% dos casos de doenças na população em geral são 'leves' e não necessitam de atendimento médico. A pequena porcentagem que necessita de intervenção hospitalar se concentra entre aqueles com 60 anos ou mais, e tanto mais quanto mais velhos forem os pacientes. Aqueles com mais de 70 anos têm 3 vezes mais chances de morte do que os com idades entre 60 e 69 anos, enquanto aqueles acima de 80 têm o dobro de risco de mortalidade em relação aos pacientes entre 70 e 79 anos", escreveu ele no Times.
No raciocínio teórico, ao deixar a maior parte da população fora do risco exposta ao patógeno, a sociedade desenvolveria a chamada "imunidade de rebanho" - um contingente populacional cada vez maior teria anticorpos para derrotar o vírus antes mesmo que ele se instalasse e pudesse se reproduzir e se espalhar, o que levaria ao fim da pandemia.
"Estou profundamente preocupado que as consequências sociais, econômicas e de saúde pública desse colapso quase total da vida normal - escolas e empresas fechadas, reuniões proibidas - sejam duradouras e calamitosas, possivelmente mais graves do que o número direto de vítimas do próprio vírus. O mercado de ações voltará com o tempo, mas muitas empresas nunca o farão. O desemprego, o empobrecimento e o desespero que provavelmente resultarão serão flagelos de saúde pública de primeira ordem", escreve Katz.
Os argumentos de Katz são compartilhados pelo médico epidemiologista John Ioannidis, codiretor do Centro de Inovação e Pesquisa da Universidade de Stanford.
Em um artigo para o site StatNews, ele afirma que as estatísticas até agora indicam uma mortalidade de 1% dos doentes por coronavírus.
"Se isso for verdade, confinar o mundo todo com um potencial gigantesco de consequências sociais e financeiras é irracional. É como um elefante sendo atacado por um gato doméstico que, para evitar o aborrecimento do gato, pula de um precipício e morre", escreveu.
Críticas da comunidade científica
A teoria de Katz e Ioannidis se tornou música para os ouvidos de equipes econômicas governamentais que tentam fechar as contas públicas em meio à perspectiva de recessão.
"Nenhuma sociedade pode proteger a saúde pública por muito tempo, às custas de sua saúde econômica. Mesmo os recursos dos EUA para combater uma praga viral não são ilimitados. A América precisa urgentemente de uma estratégia de pandemia mais econômica e socialmente sustentável que o atual confinamento", resumiu o editorial do jornal The Wall Street Journal, conhecido por expressar o pensamento da elite econômica americana, há uma semana.
No Brasil, as conclusões dos dois epidemiologistas ganharam adeptos na equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, em busca de uma saída mais suave para a crise da saúde pública.
O problema é que, por enquanto, o isolamento vertical é apenas uma hipótese. Katz e Ioannidis têm sido duramente criticados por, segundo seus pares, extrapolar inferências a partir de premissas pouco confiáveis.
De acordo com a última estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), seria necessário aumentar em ao menos 80 vezes o número de testes de laboratório para coronavírus ao redor do mundo para que fosse possível entender com precisão o alcance da pandemia e seu potencial de letalidade.
De acordo com Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, há ainda falta de máquinas para rodar os testes e até de cotonetes para coletá-los. O problema é generalizado e atinge mesmo países ricos, como os Estados Unidos.
Isso quer dizer que os dados disponíveis sobre a pandemia até agora são apenas uma peça do quebra-cabeças, incapaz de indicar o que seria sua imagem completa.
Ainda assim, o próprio Ioannidis reconhece que "no pior cenário, se o novo coronavírus infectar 60% da população global e 1% das pessoas infectadas morrerem, isso se traduzirá em mais de 40 milhões de mortes em todo o mundo, correspondendo à pandemia de influenza de 1918".
Mais mortes que o estimado
Mas há ainda controvérsia sobre a taxa de mortalidade da pandemia. Os dados da China, onde houve o primeiro epicentro da doença, e da Itália, o segundo foco global, colocam em xeque as conclusões obtidas a partir de dados da Coreia do Sul, onde a contaminação foi menor, mais controlada e contou com um sistema hospitalar em plenas condições de responder a todos os casos.
Na China, a taxa de doentes com covid-19 que morreram está em 4%. Entre os italianos infectados, o percentual de mortes ficou em 9,8%. Ambos são muito superiores ao 1% dos coreanos.
Se essa taxa prevalecer em outros países, as perdas de vidas humanas serão significativamente maiores do que Katz e Ioannidis estão estimando.
Para Harry Crane, professor de estatística da Universidade Rutgers, o erro de Katz e Ioannidis foi se deixar levar pelo desejo de negar uma situação que pode causar desespero.
"Sob grave incerteza, é instinto natural e bom senso esperar pelo melhor, mas se preparar para o pior", escreveu Crane, em resposta ao artigo de Ioannidis.
Isso porque a taxa de mortalidade não depende apenas dos quadros de saúde que o próprio vírus pode produzir, mas da capacidade de resposta das sociedades de tratar esses doentes.
Como isolar grandes grupos de risco?
Para piorar, a solução que ambos sugerem, confinar grupos de risco, parece impraticável na maior parte dos países. Primeiro porque os grupos de risco conhecidos até agora, como idosos, cardíacos e diabéticos são numerosos.
Nos EUA, os idosos são 15% da população. E 40% dos americanos com mais de 20 anos são obesos, condição que predispõe a diabetes e cardiopatias. No Brasil, 13,5% das pessoas têm mais de 60 anos e 20% são obesas.
Na prática, a medida sugerida pelos pesquisadores representaria isolar algo como 2 em cada 5 americanos ou 1 em cada 5 brasileiros. Para complicar, muitas pessoas nessas condições não moram sozinhas, o que tornaria ainda mais complexo mantê-las isoladas do risco de contrair o vírus.
Além disso, os grupos de risco podem não se restringir aos perfis conhecidos até agora. O próprio Katz admite o problema: "Certamente, embora a mortalidade seja altamente concentrada em alguns grupos, ela não para por aí. Existem histórias comoventes de infecção grave e morte por covid-19 em pessoas mais jovens, por razões que desconhecemos".
No entanto, se for descoberto que o ideal é isolar idosos e jovens, a proposta do isolamento vertical em quase nada difere do que está sendo feito no atual confinamento que Katz critica.
Adicionalmente, até chegar ao ponto em que existe a chamada "imunidade de rebanho", o desejado na teoria do isolamento vertical, os cientistas estimam que ao menos 3 em cada 5 pessoas da população de cada país precisariam ter sido contaminadas.
"Não há como garantir que apenas os jovens sejam infectados. Você precisa de 60% a 70% da população infectada e recuperada para ter uma chance de desenvolver imunidade ao rebanho, e não existe esse percentual de pessoas jovens e saudáveis nem Reino Unido nem em qualquer outro lugar. Além disso, muitos jovens têm casos graves da doença, sobrecarregando os sistemas de saúde e um número não tão pequeno deles morre", alertou Nassim Nicholas Taleb, professor de engenharia de risco da New York University, especialista nesse tipo de modelo, em um artigo no jornal britânico Guardian em que expõe as falhas na premissa do isolamento vertical que levaram o primeiro-ministro do país, Boris Johnson, a mudar de posição sobre o assunto.
A desmobilização que a teoria produz
Por fim, se a estratégica de isolamento vertical falhar, chega-se ao problema seguinte: o colapso do sistema de saúde, abarrotado de doentes e com falta de suplementos médicos e respiradores.
"Em situações 'normais', apenas um entre 5 pacientes em estado crítico morre, daí a taxa de mortalidade (mortes por total de infectados) de 0,9% na China, fora de Hubei (epicentro inicial da doença). Quando os hospitais estão congestionados e o acesso a unidades de terapia intensiva é racionado, 9 em cada 10 pacientes em estado crítico morrem (daí a taxa de mortalidade de 4,5% em Hubei)", afirma o economista italiano Luigi Zingales em um artigo publicado na página da escola de negócios da Universidade de Chicago.
Segundo Zingales, manter as pessoas em casa e apoiar a economia não é uma questão do que seria moralmente correto para os governos, mas do que seria economicamente mais vantajoso.
Ele examina o caso americano. A OMS estima que algo em torno de 200 milhões de pessoas serão infectadas pelo vírus nos Estados Unidos. Dessas, 5% chegarão a condições críticas - algo como 10 milhões de pessoas.
A Agência de Proteção Ambiental dos EUA estima que cada vida humana valha US$ 10 milhões para a economia. Esse valor é um terço menor em pessoas com mais de 65 anos - em torno US$7 milhões.
De acordo com o raciocínio de Zingales, se os EUA enfrentarem o caos e perderem 9 em cada 10 desses casos críticos, ou seja, 9 milhões de pessoas, ele terá perdido financeiramente mais de US$ 60 trilhões - mais de duas vezes o PIB anual do país.
Logo, segundo ele, faria sentido aprovar o pacote de US$ 2 trilhões de estímulo à economia e arcar com o custo da paralisação da atividade econômica por quase quatro meses, já que o risco de tentar impedir essa queda poderia levar a uma catástrofe de custo exponencialmente maior.
Para os críticos do isolamento vertical, ao propalar uma possível solução que pode se provar falsa, esses pesquisadores dariam à pandemia condição de se espraiar.
Epidemias funcionam em cadeia, com a contaminação espalhando em cascata por diferentes e mais numerosos grupos, de modo que, se não foi interrompida cedo, pode ser impossível contê-la mais tarde.
"A mensagem de Ioannidis nos coloca em risco de atrasar a resposta crítica e dessensibilizar o público para os riscos reais que enfrentamos. Para um problema dinâmico e complexo, como o coronavírus, sempre queremos mais informação, mas temos que lidar com o que temos. Este não é um projeto de pesquisa acadêmica. É vida real, em tempo real. Diante da grave incerteza, não podemos adiar a ação aguardando mais evidências ou eliminar riscos catastróficos, alegando que é irracional tomar medidas defensivas drásticas" afirma Crane.
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CORONAVÍRUS: SEM LICITAÇÃO, MANDETTA PAGA 67% MAIS CARO PARA COMPRAR MÁSCARAS DE EMPRESA DE BOLSONARISTA

Hyury Potter 22 de Março de 2020, 14h27 Máscaras vendidas pela Farma Supply custam R$ 1,60 a unidade, mas outro fornecedor cobrou R$ 0,96% do Ministério da Saúde. Contratos valem R$ 18,2 milhões. Foto: Paco Freire/SOPA Images/LightRocket via Getty Images SEM QUALQUER EXPERIÊNCIA em fornecimento de material hospitalar, uma empresa chamada Farma Supply ganhou do Ministério da Saúde dois contratos para a compra de máscaras cirúrgicas que juntos somam R$ 18,2 milhões.
Graças ao estado de emergência decorrente da pandemia do coronavírus, a empresa foi escolhida sem que houvesse concorrência pública. As máscaras que ela fornece, porém, são 67% mais caras que a de uma concorrente que também fornece ao governo federal.
A Farma Suply tem como sócio e administrador Marcelo Sarto Bastos, um militar aposentado da Marinha e bolsonarista fervoroso. Em sua página no Facebook, ele tem um histórico de postagens a favor do presidente Jair Bolsonaro e aliados. É também apoiador da criação do Aliança, o partido que o presidente quer criar.
Fortaleça o jornalismo em que você acredita FAÇA PARTE Fortaleça o jornalismo em que você acredita O ministério comandado por Luiz Henrique Mandetta autorizou em 5 de março a dispensa de licitação para o contrato nº 54/2020. Ele prevê o gasto de R$ 2,4 milhões na compra de 1,5 milhão de máscaras a um preço unitário de R$1,60.
Para isso, usou lei federal 13.979, de 6 de fevereiro, que prevê a realização de compras emergenciais sem licitação para o enfrentamento da pandemia de covid-19. Para participar, basta que a empresa não tenha nenhum impedimento legal de realizar contratos com o setor público.
Só que, no mesmo dia, o Ministério da Saúde fechou outro contrato para a compra do mesmo produto. A vendedora, dessa vez, foi a BRT Medical de Materiais Hospitalares, de João Pessoa. Idênticas às da Farma Supply, cada máscara da BRT irá custar 40% menos: R$ 0,96 a unidade.
O Intercept verificou outros editais de compras de máscaras cirúrgicas e encontrou diferenças ainda maiores de preços. A Prefeitura de Belo Horizonte, por exemplo, comprou máscaras com descrições similares em janeiro deste ano e pagou R$0,14 por unidade. Ou seja, 12 vezes menos do que o valor pago para a Farma Supply.
Relacionado Tire suas dúvidas sobre o novo coronavírus e a covid-19 Uma semana e meia depois das primeiras compras, em 17 de março, Mandetta assinou um terceiro contrato para a aquisição de mais máscaras. Em vez de optar pela mais barata, porém, fez o inverso e entregou mais R$ 15,8 milhões à Farma Supply. Detalhes deste contrato, como o número de máscaras e o valor unitário, ainda não foram publicados no site do ministério.
A paraibana BRT já participou de ao menos 12 licitações para fornecimento de material médico para hospitais federais do Nordeste. A Farma Supply, porém, é novata em vendas ao governo federal: até ganhar os dois contratos sem licitação deste mês, tinha vencido apenas uma licitação federal – e não na área médica. Em 2014, recebeu R$ 449,10 por garrafões de 20 litros de água mineral comprados pelo Ministério da Cidadania para o Museu da República, no Rio.
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Eu topo Criada em 2011, a Farma Supply informa em seu site que “assessora pacientes na aquisição de medicamentos importados de última geração em caráter de urgência”. Ou seja, ajuda quem deseja comprar remédios que não são produzidos no Brasil, mas podem ser comprados por brasileiros por atenderem a padrões internacionais. À Receita Federal, diz que também faz “comércio atacadista de instrumentos e materiais para uso médico, cirúrgico, hospitalar e de laboratórios”.
A Farma Suply tem como sócio e administrador Marcelo Sarto Bastos, um militar aposentado da Marinha e bolsonarista fervoroso.A Farma Suply tem como sócio e administrador Marcelo Sarto Bastos, um militar aposentado da Marinha e bolsonarista fervoroso. Reprodução: Facebook A soma dos dois contratos da Farma Supply com o Ministério da Saúde é mais de 180 vezes maior que o capital social que a empresa informa à Receita Federal: R$ 100 mil. O endereço que consta no site oficial é um pequeno prédio comercial na zona oeste do Rio de Janeiro. Não há qualquer informação sobre que estrutura ou quantos funcionários a Farma Supply possui para dar conta de produzir ou importar R$ 18,2 milhões em máscaras cirúrgicas no prazo de 30 dias previsto no contrato.
Em fevereiro, o governo federal chegou a abrir um edital para a compra de 24 milhões de máscaras, mas enfrentou dificuldades para encontrar uma empresa que atendesse à demanda. A solução encontrada foi dividir as compras em lotes de 500 mil unidades e realizar as compras sem licitação.
Se lhe falta de experiência em vendas ao governo, a Farma Supply coleciona negócios que terminaram na justiça. Em março de 2018, a empresa foi condenada à revelia no Tribunal de Justiça de Santa Catarina e teve R$248 mil em bens bloqueados por não ter quitado uma dívida de compra de equipamentos realizada em 2016. O processo foi movido por uma empresa de máquinas têxteis de Blumenau.
Um ano antes, A Farma Supply foi processada por uma empresa de São Paulo que importa insumos à base de canabidiol, substância presente na maconha, para a produção de óleos medicinais. A empresa cobra R$ 218.484,89 por um suposto calote na venda de medicamentos. O caso está na segunda instância no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
A crise do coronavírus Leia Nossa Cobertura Completa A crise do coronavírus O Intercept entrou em contato com o Ministério da Saúde e com a Farma Supply na noite de sexta-feira, 20, mas não obteve respostas até a publicação desta reportagem. O ministério foi questionado sobre critérios de escolha para seleção dos fornecedores, o motivo da diferença de preços em relação à compra realizada com a BRT Medical na mesma data e se o histórico judicial da Farma Supply foi levado em consideração.
O uso desse tipo de máscara cirúrgica é recomendado para quem está com sintomas da covid-19, para quem está cuidando de pessoas infectadas ou para profissionais de saúde. Como aconteceu com álcool gel, a alta procura nas farmácias fez o produto sumir das prateleiras e Organização Mundial de Saúde já alerta para a possibilidade de falta de material.
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Prefiro morrer de corona do que morrer de fome. Por favor Átila, me explique como faço pois eu francamente não sei!

Olá, tenho um comércio no interior do estado de São Paulo e aqui já foi decretado o fechamento do comércio desde o dia 21/03, o prometido era de reabrir dia 08/04, agora o Governador João Doria decidiu simplesmente adiar a reabertura para o dia 22/04. Já ficar fechado por 16 dias já afetou o faturamento em 50%, agora ele quer que fiquemos fechados mais 14 dias, totalizando um mês fechado. Eu pergunto como que eu vou fazer para comer? De onde eu vou arranjar dinheiro para viver se eu não tenho receita? Como eu vou pagar meus funcionários, aluguel, contas com ZERO de faturamento? O Doria prometeu empréstimo de 20 mil para as pequenas empresas. Como se isso fosse algum dinheiro, vamos fazer as contas aqui: 5 mil de aluguel mais, 6 mil de funcionários mais mil de Escritório e impostos como o RAIS que não foi adiado, mais 4 mil de duplicatas de meses anteriores, mais 5 mil de OUTROS financiamentos, escola,conta de água, luz da loja e de casa, fatura do cartão e outras contas que já não estava bom para o comércio, o que parece que o Doria não te a mínima consciência. Então graças ao fantástico financiamento de 20 mil reais que eu vou ter que pagar no futuro, vamos fazer as contas: 20-5-6-1-4-5= MENOS MIL REAIS! Então eu vou ficar devendo mil reais esse mês isso se eu não comer! E nós micro empresários não temos nem o apoio de R$600,00 e se a gente abrir pra ter algum dinheiro pra comer podemos ser presos e ocupar o lugar dos presidiários que ele soltou. Então eu gostaria de saber como eu faço para sobreviver já que vocês querem fechar por mais alguns meses ainda e como vou fazer para pagar os funcionários e fornecedores já que o governo acha que 20 mil serve para alguma coisa. Mostrem para mim como fazer para pagar os meses que vocês querem fechar com 20 mil reais e AINDA por cima ter dinheiro para COMER porque sinceramente EU NÃO SEI! Me ensinem como fazer, me mostrem os estudos dos cientistas! POR FAVOR ME DÊEM UMA LUZ! inbf4: Sim, teve a suspensão de funcionários que é válida A PARTIR de hoje para quem não está de férias, mas esse mês eu tive que pagar normalmente. Outro detalhe é que o governo prometeu esse pífio empréstimo de 20 mil mas não existe linha de crédito AINDA, só está em mais uma das belas promessas do governo como o de voltar a trabalhar HOJE, coisa que NÃO ESTAMOS FAZENDO! Ah sim, li hoje que o governo está pensando em abrir outras linhas de crédito! Lindo e marailhoso! Mas e HOJE? Me expliquem como arranjar dinheiro HOJE sem abrir nem hoje e nem nas próximas semanas! Sinceramente, tenho medo de me infectar, tenho medo de morrer do Corona mas tenho mais medo de ver minha família passar fome! Nós não estamos na Europa e nem nos Estados Unidos! Nós já estávamos em um CRISE econômica e entramos em uma crise maior!
submitted by lucifeh1979 to coronabr [link] [comments]

O rapaz do caixa, o fim do mundo e a construção do patrimônio

Essa história não tem nenhuma conclusão moral, é só uma história mesmo, leia sem pretensão.
Para contextualizar a história, primeiro preciso definir onde ela se passa. Pense numa cidade do interior, a igreja na praça do centro, a avenida agitada dos comércios, a lanchonete/bar de esquina servindo aquele salgado ressecado que sobrou de ontem e quando você pede o rapaz esquenta no micro-ondas antes de servir.
Então, essa cidade aí ainda é grande demais, preciso que você pense menor, que sonhe mais baixo. Tira a igreja da praça, tira a praça, deixa só a avenida dos comércios. Aliás, chamar de avenida ainda é exagero, vamos chamar de travessa mesmo, mais justo.
Uma vez que você tenha imaginado essa cidade, vá um passo além e imagine o distrito menor e mais afastado da região. Aquele final de mundo que quando você pede algo que não seja cerveja, pão ou mortandela, é informado que não tem e que provavelmente só vai achar na "cidade''.
Sim, essa história se passa num distrito minúsculo de uma cidade minúscula, nos cafundós rurais desse país.
Lá estava eu numa manhã qualquer, de um dia qualquer, cumprindo minha missão de me isolar de tudo e todos, quando decido ir no mercado do bairro comprar cerveja, pão ou mortandela, não me lembro exatamente a ordem, mas eram esses três.
Chamar de mercado de bairro é demais, porque nem bairro lá é, imagina ter um mercado. É um barracão de quatro paredes e uma laje, onde estantes empilham produtos de marcas que você dificilmente deve ter ouvido falar, com uma padaria no fundo. Chamar de padaria também é demais, porque não tem forno, nem padeiro, é só um canto onde se esquenta pão e corta frios.
Pego minha cerveja, pão e mortandela e vou para o caixa. O rapaz do caixa pega as compras, registra e diz o valor. Pergunto se aceita cartão, mesmo desconfiando que teria de usar dinheiro, e ele responde:
Caralho. Penso comigo mesmo. Respondo que é crédito, saco meu cartão do NuBank e levo na direção da mão dele. Ele prontamente responde:
Caralho. Penso comigo mesmo. Encosto o cartão, digo que não preciso da minha via e pego as sacolas. Sim, mercado de interior ainda dá sacola de graça, chupa Pão de Açúcar.
Antes de sair o rapaz ainda diz:
Não sei se é por ser cliente do NuBank há anos ou se é pelo número de convites que já enviei, só sei que meus convites costumam liberar o cartão mesmo pra pessoas que já foram recusadas. Digo para o rapaz que se ele quiser eu mando o convite para ele tentar de novo. Ele sorri e diz que quer.
Passadas algumas semanas, retorno para a mesma cidade, no mesmo distrito, no mesmo mercado. Quando entro na loja o rapaz grita:
Ele conta para uma moça, funcionária da loja, que o cartão dele tinha sido aprovado e que ele já tinha recebido. Diz que meu convite é forte mesmo e pergunta se eu não posso mandar o convite para ela também. Respondo que sim e na hora envio.
Vou até o fim do corredor, peço 4 pães e 250 gramas de mortandela, na volta pego 3 cervejas e quando chego no caixa o rapaz comenta:
Caralho. Penso comigo mesmo. Confesso que não imaginava que naquele final de mundo receberia uma lição tão humilde sobre construção de patrimônio.
Essa história é real, eu só romantizei um pouco. Bons investimentos para vocês, meus colegas de fórum.
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Gambá e o Gran Cassino Palha Seca - Uma crônica bem-humorada

Todo bairro tem suas histórias, seus mitos, seu fabulário.
O bairro do Palha Seca, aqui em São Gonçalo, não foge à regra. Recentemente, ao ver uma notícia inusitada circulando na internet, lembrei-me de uma história acontecida por cá, nos estertores finais da década de oitenta.
Em frente à minha casa morava com sua família cidadão de fácil amizade, mineiro como minha mãe, dado porém a uma vida irregular, mantida à base de escambos (o famoso troca-troca de mercadorias). Era um passarinho por uma carroça, uma carroça por uma geladeira e mais um dinheirinho de volta, uma geladeira por um trezoitão capenga da Taurus... E assim esse “malandro”, na boa acepção do termo, ia sobrevivendo.
Para auxiliar nas despesas trazidas pelos quatro filhos (um rapaz, duas moças e uma menininha quase temporã), o bom vizinho abrira uma vendinha, uma birosca, uma “barraca”, como chamávamos, naqueles idos, aqueles pequenos comércios de bairro.
Ao lado disso, o nosso empreendedor palhassequense, desconhecedor ou desrespeitador da lei, esse misto de salvaguarda social e grande estraga-prazeres, resolveu iniciar, dentro de sua casa e no convívio de sua família, uma, depois duas mesas de jogo. Isso mesmo: o homem das transações resolvera instalar um “cassino” em pleno Jardim Nazaré, que é o nome verdadeiro e honrado do nosso hoje difamado Palha Seca. Um rodízio entre variados jogos de baralho (da ronda ao truco, do buraco ao vinte-e-um) e ainda dados e dominó, quando não a prosaica purrinha, que eram praticados à exaustão, indo por vezes madrugada à dentro, e sempre valendo dinheiro. Nada de à brinca, ali era à vera. Na época cheguei a ver gente entrar ali lá pelas 21 horas e, lá pelas 2h da madruga, sair literalmente pelado – isso mesmo, peladão – pois apostara a ROUPA DO CORPO e, não sendo usuário de cuecas, teve que sair pelado, correndo pela night até sua casa...
Bem, toda essa confraternização era regada à muita cachaça, o hidromel dos deuses morenos dos trópicos. Assim nosso amigo gerente de cassinos complementava a renda, e também vendendo os tarimbados tira-gostos do tempo: linguiça frita, ovo cozido, torresmo e vez por outra um caldo ou mocotó.
Numa dessas noitadas no cassino da favelinha Beira do Rio, ainda nos inícios dos trabalhos, que religiosamente se iniciavam às 21h, um dos habitués do local resolveu fazer uma “presença”, um mimo aos amigos de copo e (má) sorte, e trouxe uma grande panela de frango à passarinho para servir aos convivas da casa. A novidade foi celebrada: Era realmente muita carne, bem picadinha e odorosa. O benemérito dissera ter matado três das galinhas do quintal, patrimônio de sua velha mãe, e propusera que, já que ele estava botando o tira-gosto, que os amigos lhe pagassem cachaça, muita cachaça. Sem problemas, pois.
Cada um que chegava ia se fartando naquela riqueza, bem fritinha e espantosamente gratuita. Até a família do amigo – sim, a criança e as mocinhas eram obrigadas a conviver e interagir com aquele ambiente sinistro em sua própria sala – também se serviram a gosto.
Enquanto isso, o nosso amigo aproveitava para pedir, na conta dos demais, boas doses de cachaça e suas variantes destiladas – uma verdinha aqui, um Domecq ali, um licorzinho de coco acolá. Os jogos iam animados e os ânimos, turbados pelo álcool, explodiam em sorrisos naquele miserável lazer suburbano. Foi quando alguém, sem qualquer maldade, perguntou ao indivíduo que lhes fornira com tão saboroso e farto repasto:
- Ô Gambá, você não vai comer não?
Pego assim de surpresa, enquanto tomava um dedo de Catuaba, que era para tonificar o espírito, nosso amigo alegou:
- Ciço, já comi muito em casa, enquanto estava cozinhando. Tô legal...
- Pô, mas já são quase duas da manhã. Desde que você chegou não comeu nada, e sempre come bem...
- Que nada meu cumpadre, comi bastante em casa mermo, fica tranquilo. Hoje eu só quero beber. Ô Dudu, bota mais um dedinho de Catuaba aqui pro seu amigo.
Ao longo de todo o seu período de permanência ali no “estabelecimento”, Gambá (esse era o apelido do bruto, um sarará parrudo, baixinho, morador do Campo Novo) era o mais feliz, e isso entre felizes. Sorria como um palhaço, enquanto via os amigos fartarem-se com aquela iguaria preparada com carinho. Um coração de ouro o Gambá, quase santo, digno filho de São Gonçalo.
Após o diálogo acima, travado com o Ciço, o embriagado Gambá, que passara da conta habitual valendo-se da boa-vontade alheia em pagar pela bebida, passou a sorrir ainda mais. A cada vez que alguém pegava um daqueles últimos pedaços de frango, ele, com aquele brilho mortiço no olhar, comum aos ébrios, sorria com gosto – ou quase com cinismo, diria algum espírito de porco...
Ao ser fisgado o último pedaço de carne daquela grande e encardida panela, estando todos já afogados nos humores e vapores alcoólicos, um dos convivas reforçou o argumento de Ciço:
- Aí, acabou o frango e Gambá mesmo não comeu nem um pedaço...
Aproveitando o oportuno da ocasião, o malandrim resolveu abrir seu coração, e expor a inocente, inofensiva eu diria, brincadeira:
- Amigos, eu não comi nenhum pedaço pois essa carne que preparei para vocês não era bem das galinhas da mamãe. Era na verdade um urubu, um baita urubu que matei ali na Ponte Caída.
E antes mesmo que a surpresa, a dúvida e a descrença pudessem manifestar suas máscaras características na audiência humilde e chapada, o sarará de olhos cor de mel entregou a sordidez de alguns detalhes:
- Rapaz, o bicho é ruim de morrer! Carne dura! E na panela?!! Foram duas horas, duas horas malandro, na panela de pressão! – completou, explodindo numa gargalhada carnavalesca.
Gambá, boníssimo coração, acreditou na sorte, sorte que poucas vezes o visitara naquelas mesas de jogo. Imaginou que, dado o inusitado da situação, e o teor alcoólico imenso reinante nas veias dos presentes, todos levariam aquilo na direção do que aquilo era afinal – uma grande brincadeira.
Mas alguém antecipou-se, e passou a chave na porta, a única porta do casebre...
O que se seguiu foi uma prolongada sessão – desengonçada, hilária, ridícula, mas também cruel, medieval, horripilante – de espancamento. Os gritos do bom Gambá, Macunaíma gonçalense, sendo socado e golpeado com tudo que as trêmulas mãos dos bebuns alcançavam, acordaram meia vizinhança. O bitelo apanhou, e apanhou, e apanhou ainda um pouco mais. Sabe-se lá de onde aquele grupo de mamados encontrou forças para o linchamento; talvez do próprio Satã.
Desfeita a graça e também a consciência de Gambá, o corpo desmaiado foi jogado para fora, estabacando-se na rua de chão.
Sabe-se lá como Gambá chegou em sua casinha. O que se soube é que ele lá chegou já com um aviso: nunca mais deveria passar pela rua principal do Palha Seca – justamente o único caminho que ele tinha para ir trabalhar, pois andava dois quilômetros de sua casa para o ponto de ônibus, para pegar a viação que o deixava em Alcântara – sob a pena de ser, bem, literalmente despachado desta vida, como fora o pobre urubu, de tão dura – mas saborosa, alguns depois o confessaram – carne.
Resultado: Além das amizades desfeitas, foram anos e anos andando não dois, mas (agora na direção contrária) coisa de cinco quilômetros, de sua casa até Maria Paula, onde podia pegar outra viação para levá-lo ao batente.
Amargurado por cicatrizes de corpo e alma, ferido em seu brio e espírito fraternal, Gambá, nosso Macunaíma, nunca entendeu o motivo da brutal falta de senso de humor de seus antigos companheiros de jogatina...
Sammis Reachers
- https://marocidental.blogspot.com/
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O que fazer na Praia da Enseada em Guarujá

O que fazer na Praia da Enseada em Guarujá
Se você está planejando visitar o Guarujá, provavelmente ouviu falar da praia da enseada, ou até mesmo pretende se hospedar nela, afinal além de ser a praia mais extensa da região é também a que possui mais opções de hotéis, pousadas, hostels, aluguel por temporada, restaurantes e atrativos turísticos. Neste artigo vamos trazer algumas dicas sobre o que fazer na praia da Enseada em Guarujá, então prepare o seu roteiro…

Aquário do Guarujá – Acquamundo

O Aquário do Guarujá é sem dúvidas uma ótima opção de passeio na praia da Enseada, principalmente para as crianças que adoram, mas isso não quer dizer que também não seja um excelente atrativo para os adultos.

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Com uma ótima infraestrutura, o Acquamundo conta com um enorme aquário marinho e mais de 45 recintos, sendo um dos maiores aquários de água salgada da América do Sul.
O aquário possui uma enorme diversidade de vida marinha, onde é possível conhecer uma enorme variedade de animais marinhos, invertebrados e aves, répteis e muitos outros.
Uma das suas maiores atrações no aquário é o mergulho interativo, uma atividade esportiva de caráter turístico que visa proporcionar a oportunidade em interagir com diversos animais marinhos de diferentes espécies.
Em meios ao tubarões, mas é claro, com o auxílio de um instrutor de mergulho que irá lhe guiar neste passeio altamente prazeroso e que pode ser tornar inesquecível.
Com certeza o Acqua Mundo é um dos passeios que não pode faltar no seu roteiro. Para saber sobre o aquário, veja este artigo com mais informações, dicas e fotos:
Conheça o Acqua Mundo – Aquário do Guarujá

Mirante Morro do Maluf

O Mirante Morro da Campina, mais conhecido como (Morro do maluf), é outro passeio no qual você não pode deixar de conhecer.

https://preview.redd.it/ewfnxuv19xq41.jpg?width=768&format=pjpg&auto=webp&s=26ef6928ca6e6a31159409f35577dc6d29d3770a
Além de esportes radicais como: escalada, rappel e paraglaider, o mirante possui uma vista incrível e de tirar o fôlego, sendo possível apreciar a bela praia da Enseada praticamente de ponta à ponta.
O morro do Maluf é um daqueles pontos turísticos com parada obrigatória e não registrar uma foto no mirante, é como se não tivesse visitado o Guarujá.
Recentemente o Mirante foi todo revitalizado e hoje conta com corrimões e total acessibilidade, além de mais a segurança e iluminação a noite.
Na última temporada, a secretaria de turismo promoveu atrações no pôr do sol com música ao vivo, cada semana uma músico convidado, tornando a visita ao mirante algo ainda mais prazeroso e encantador.
Fica á dica, se ainda não conhece o Morro do Maluf, não deixe de incluir no seu roteiro.
Para saber como chegar, dicas e fotos, veja este artigo completo com informações sobre o mirante.
Conheça o Mirante Morro do Maluf

Restaurantes na Praia da Enseada

A gastronomia em Guarujá é algo magnífico, é possível encontrar muitas opções de restaurantes de diversas iguarias e culinárias.
São inúmeras a variedades de restaurantes, desde os mais requintados e renomados até os mais comuns. Alguns contam com música ao vivo durante a noite.
Os mais conhecidos são os localizados na própria orla da praia da Enseada, veja algumas opções:

Restaurante Dati –

Possui um bar descolado-chique e espaçoso com terraço, bilhar, e um menu contemporâneo de hambúrgueres artesanais e pizzas.

Restaurante Dona Eva –

Gastronomia em frutos do mar, além de massas e carnes com toque caseiro em ambiente familiar com vista do mar.

Restaurante Hangar –

Com mesas na calçada ou em salão envidraçado acolhem o bife à parmegiana como carro-chefe, além de outras opções.

Rufino’s –

Tem uma gastronomia com foco em peixes e frutos do mar, diversos tipos de bebidas e sobremesas, com vista para o mar.

Dalmo Bárbaro –

Oferece opções de saladas, petiscos, frutos do mar, risotos, carnes, frangos, massas, sobremesas, além de diversas especialidades.

Alcide’s –

Este não fica na orla da praia, está localizado na Av. Dom Pedro I e conta com um cardápio de peixes variados e frutos do mar, além de cervejas e sobremesas, em clima tranquilo e intimista.
Bom, já deu pra ver que opções de restaurantes é que não falta na praia da Enseada.

Aluguel de pranchas e aulas de surfing

Para uma maior diversão na praia, ao longo de toda a extensão da praia da Enseada é possível encontrar escolas de surfing que oferecem desde aulas práticas e teóricas, até aluguéis de pranchas por hora.
Algo que pode tornar a sua viagem ainda mais divertida é também uma possibilidade de praticar um esporte e conhecer um pouco mais a sensação do mundo do surfe.
Agora se você é daqueles que prática surfing e já pega onda, as melhores ondas estão estão nas praias do Tombo, Praia do Pernambuco, Praia de Pitangueiras e Praia de São Pedro.

Locação de bicicletas e triciclos

Outro atrativo bem interessante e descontraído é a possibilidade de locação de bicicletas e triciclos para um delicioso passeio pela orla da praia.
Como a praia da Enseada é mais extensa de Guarujá, com cerca de 6 quilômetros de orla, é também a praia que conta com a maior ciclovia da região, sendo possível conhecer a praia de ponta a ponta.
Se não sabe andar de bicicleta ou está em família, não tem problema. Pois também é possível locar triciclos e assim fazer uma passeio ainda mais divertido.

O que fazer a noite

Após curtir uma deliciosa praia durante o dia, agora é hora de saber o que fazer a noite. E saiba que na praia da Enseada opções não é o que não faltam.

Restaurantes

Como já citamos anteriormente, são inúmeras as opções de restaurantes que agradam os mais variados paladares, gostos e bolsos.
Alguns deles contam com música ao vivo, principalmente no período alta temporada.
Uma boa opção é o St. John`s Beer Store & Pub, um Pub Irlandês que conta com um ambiente aconchegante, pratos, porções e lanches deliciosos, chopp importado e rótulos de cervejas artesanais, além de música ao vivo de boa qualidade.

A feirinha de artesanato da Enseada

Uma boa opção também de o que fazer a noite na praia da Enseada é dar uma passada na feirinha de artesanato, que fica próxima a região do aquário.
Apesar de não contar muito com artesanato regional, a feirinha possui lanchonetes, sorveteria e nos fundos algumas opções de brinquedos e atrativos que agradam a criançada.

Centro de Convenções Eventos Casa Grande Hotel e Resort

O centro de convenções do Hotel Casa Grande é outra opção para incluir no seu roteiro de o que fazer a noite na praia da Enseada, principal se for visitar o Guarujá na alta estação.
Lá são realizados inúmeras convenções e muitas atrações, principalmente para as crianças, geralmente são diversos brinquedos, pula pula e piscinas de bolinhas gigante, entre outros atrativos.
Em um espaço ao lado do centro de convenções, são realizadas algumas feiras de food truck com deliciosas opções de lanches, porções e sobremesas.

Caminhada ou passeio de bicicleta pela orla

Pode parecer até sem graça, mas uma simples caminhada pela orla da praia pode ser algo extremamente prazeroso. Afinal, não é sempre que se tem uma deliciosa brisa de mar e uma orla como da praia da Enseada para caminhar. Fica a Dica!
A noite também é possível encontrar opções de locação de bicicletas e triciclos, como citamos anteriormente. Então fica à sua escolha, caminhar ou pedalar.

O que fazer com chuva na praia da Enseada

Bom, com chuva infelizmente as opções de o que fazer na praia da Enseada acabam sendo menores, porém alguns dos atrativos que citamos anteriormente ainda sim podem ser boas opções.
Como é o caso do aquário, bons restaurantes e a feirinha de artesanato.

Confira algumas fotos da praia da Enseada no Guarujá

Veja algumas fotos e belas imagens da praia da Enseada para dar ainda mais aquele gostinho de quero conhecer e curtir essa praia.

1. Um magnífico por do sol na praia da Enseada


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2. Aquele dia de sol maravilhoso que sair da praia se tornar impossível


https://preview.redd.it/3yb1dum99xq41.jpg?width=960&format=pjpg&auto=webp&s=598de49a8acc07229bc8a35d9582980d94a04f08

3. Vai dizer que está vista da praia da Enseada no morro do Maluf não é mesmo incrível



4. Agora a vista do morro do Maluf pela praia


https://preview.redd.it/zrytdvee9xq41.jpg?width=960&format=pjpg&auto=webp&s=fa6d6c3228f4c8d3720c7fa6b7dc95e48e85a762

5. Região do Tortugas – Final da praia da Enseada


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Onde se hospedar na Praia da Enseada

Grande parte dos turistas que planejam visitar o Guarujá, acabam optando por se hospedar na praia da Enseada.
Afinal, além de contar com uma excelente infraestrutura e grande oferta de atrativos, comércios e serviços em geral, na Enseada é onde estão localizados a maioria das opções de hospedagens no Guarujá.
Independe se a sua escolha for por hotel, pousada, hostel ou até mesmo aluguel por temporada, saiba que na praia da Enseada você pode encontrar inúmeras opções.
Caso ainda não tenha reservado a sua hospedagem, veja alguns artigos onde listamos algumas das melhores e mais bem avaliadas opções para se hospedar.
Lista com os Melhores Hotéis na Praia da Enseada Veja também uma lista com as Melhores Pousadas na praia da Enseada
Bom, essas foram algumas dicas com o que fazer na praia da Enseada no Guarujá. Espero que tenha gostado e que possa lhe acrescentar no seu roteiro e ajudar em seu planejamento da sua próxima viagem a praia.
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Este artigo sobre o que fazer na praia da Enseada foi publicado primeiro em Descubra o Guarujá
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Diário - Dias 6, 7, 8 e 9

12/11/19 (escrevo um resumo dos últimos 4 dias)
Início de registro.
Foram 4 dias bem tranquilos com exceção do domingo de Enem.
Acordei e, como todos os dias, tomei meu café lendo as primeiras notícias do dia. Depois deste ritual, conversei com meus amigos que fariam a prova no mesmo local, combinei o horário que me encontraria com um deles pra irmos juntos ao local da prova e fui dar um revisadinha básica e olhar as minhas redes sociais.
Chegou a hora de começar a me preparar. Tomei banho, me arrumei e fui almoçar bem cedo mesmo pois não gosto de almoçar e logo em seguida ir pra rua.
Almocei assistindo a primeira partida da final do mundial de LoL. A partida foi legal, o time que eu estava torcendo ganhou. Terminei de almoçar.
Agora só me restava esperar o horário de ir ao ponto de ônibus. Esperei conversando com o meu irmão e assistindo aos picks e bans e um pedaço da segunda partida.
A hora de ir pro ponto finalmente chegou, me despedi dos meus pais, meu irmão e parti pra lá. Na hora em que cheguei, havia outro garoto no ponto, uns 5 minutos depois chegou outro e ficamos os três a esperar o ônibus. Ele chegou.
Não me lembro se todos entramos, mas tenho certeza que um deles entrou no mesmo ônibus que eu.
Paguei ao motorista, passei pela catraca e me sentei bem lá no fundo do ônibus. Quando fui guardar o meu cartão cidadão (um cartão que os cidadãos da minha cidade tem que usar pra pagar R$1 na passagem) no bolso, percebi que esqueci a minha identidade.
Fiquei uns minutos sem reação, sem a identidade eu não poderia fazer a prova. Resolvi ligar pra minha mãe e contar o que aconteceu. Pedi pra que ela deixasse a identidade no andar de baixo da casa, assim eu perderia menos tempo pois não precisaria subir no segundo andar e procurar a identidade.
Desci perto de um ponto onde sabia que quase todos os ônibus poderiam me deixar pelo menos perto o suficiente de casa pra ir pra lá a pé. Liguei pro meu amigo avisando o que aconteceu e disse pra ele ir sozinho pois voltaria pra casa pra pegar a identidade.
Dei sorte, o ônibus que eu peguei foi o melhor possível. Ele me deixaria realmente perto de casa. Liguei pra minha mãe e contei que já estava a caminho. Minutos depois o meu irmão me ligou e me deu um recado do meu pai dizendo que eu não precisaria descer no ônibus, ele iria pro ponto e me entregaria a identidade lá. (O plano inicial era ir pra casa, pegar a identidade e chamar um Uber pra ir ao local de prova) e assim aconteceu.
O ônibus seguiu seu rumo de volta ao centro da cidade. Chegando lá faltavam 30 minutos pro portão fechar, eu desci e fui correndo pro local da prova. (literalmente correndo, me senti uma mistura de Forrest Gump com Ferris Bueller) Quando cheguei ao local da prova ainda faltavam 20 minutos pra fecharem os portões.
Ainda deu tempo de jogar uma conversa fora e fazer uma graça da situação com os meus amigos antes de começar a prova. Faltando uns 15 minutos pra todos termos que entrar nas salas, um dos meus colegas, que faria a prova na mesma sala que eu me chamou pra entrar pois se não perderíamos as melhores mesas. Nos despedimos dos outros e entramos.
Após terminar a prova, sai do local e encontrei uma amiga. Ficamos conversando um pouco e eu resolvi ir pro terminal pois já começava a chover. No caminho eu não pude deixar de reparar como o centro da minha cidade é diferente num domingo às 19 hrs da noite, quase vazio e com o comércio todo fechado.
Cheguei no terminal, conversei com uma senhora que me viu com o caderno da prova na mão e foi gentil o suficiente pra se importar se eu tinha ido bem ou não. Uns 30 minutos depois do ônibus dela chegar, o meu chegou.
Cheguei em casa e depois disso foi jantar, anime e redes sociais até a hora em que fui dormir.
Os outros 3 dias foram bem monótonos. Se resumiram em ir no Petshop comprar a areia do gato, ir na casa do meu irmão e ajudar minha mãe a fazer as compras.
Fim de registro.
PS: O ônibus que peguei sai do terminal central da cidade, vai até o ponto perto da minha casa (que é o último pelo qual ele passa ) e depois volta pro terminal central. O local da prova foi uma escola que fica no centro da cidade, a uns 20 minutos do terminal se você for andando sem pressa.
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A Graça Que Sustenta Mar de Graça SUPERMERCADO EM PORTUGAL, QUASE DE GRAÇA? - YouTube Como comer de graça, nos melhores restaurantes usando o ... Ajuda Meu Negócio divulga de graça seu negócio, seu comércio

A Graça é um bairro singular que passeia pelos sonhos de quem almeja a verdadeira qualidade de vida. Com árvores centenárias emoldurando suas ruas tranquilas, o lugar transpira charme, história e é rico em serviços e comércio. Visualize o perfil de Graça Didier no LinkedIn, a maior comunidade profissional do mundo. Graça tem 5 empregos no perfil. Visualize o perfil completo no LinkedIn e descubra as conexões de Graça e as vagas em empresas similares. Tipos de comerciantes de comércio eletrônico. No geral, existem dois tipos de comerciantes de comércio eletrónico: Aqueles Vendendo produtos físicos: Isso é bastante auto-explicativo. É apenas a compra e venda de produtos físicos através de algum tipo de meio eletrônico. Por exemplo, você pode estar vendendo mercadorias de qualquer um dos seguintes nichos: moda, acessórios, artigos ... Sobre a Actividade da Graça Azenha & Filhas (Comércio e Indústria de Produtos Alimentares), Lda. Comércio a retalho de produtos alimentares, bebidas, artigos de limpeza, higiene e conforto, rações, talho, têxteis, calçado, artigos para o lar e electrodomésticos e indústria de salsicharia e enchidos fumados To get to Graça, there’s no avoiding the uphill. Graça is actually the highest point in Lisbon and no matter which direction you’re coming from, you’re going to have to head up some pretty steep slopes. If you’re coming from the central Baixa area, the walk is only about 20 minutes or so, if you’re not too worried about the hills.

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A Graça Que Sustenta

Provided to YouTube by Onimusic Comercio de Artigos Evangelicos Ltda A Graça Que Sustenta · André Aquino Graça ℗ Onimusic Released on: 2017-05-23 Artist: André Aquino Auto-generated by YouTube. Provided to YouTube by Onimusic Comercio de Artigos Evangelicos Ltda Maravilhosa Graça · Drops INA Hype (Ao Vivo) ℗ Onimusic Released on: 2017-02-27 Artist: Drops INA Auto-generated by YouTube. Provided to YouTube by Onimusic Comercio de Artigos Evangelicos Ltda Respirando a Sua Graça · Marcus Salles featuring Fernanda Brum Respirando a Sua Graça ℗ Onimusic Released on: 2019-01-29 ... Codigo promocional 100 reais: 9he32432572. Comer de graça nos melhores restaurantes e fazer compras no supermercado de graça. O primeiro pedido utilizando o ... ----- SEJA MEMBRO DO CANAL: https://www.youtube.com/channel/UCbKHcmMljc...

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